quarta-feira, 10 de junho de 2009

Drummond, Drummond...


NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

TER OU NÃO TER NAMORADO

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.

Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto.

Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.

Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos.

Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

ENLOU-CREÇA!

Carlos Drummond de Andrade


Entre maravilhas de Pessoa, Vinícius, Quintana e outras tantas coisas doces, escolhi essas duas do Drummond. E tem coisa mais atual do que esses dois textos românticos???
Nem me atrevo a escrever mais nada...

P.S.: Talvez amanhã também não me pinte nenhum atrevimento; Depois de amanhã, muito menos: imagino ter coisas mais úteis pra fazer em dia dos namorados, não?? hahahahahaha...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Semana dos namorados!

De vez em quando eu me inspiro e incorporo LEGAL uma Martha Medeiros, uma Lya Luft...e saio por aí digitando melodramas e reflexões comportamentais a torto e a direito!
(Aliás, quem não tem desses momentos, hein?)
Mas durante esta semana, acho que valem mesmo boas inspirações: ainda que seja apenas uma data, como outra qualquer, o dia dos namorados desperta mesmo esse desejo por amor, deixa todo um clima de romance no ar, lembra paixões e nos mostra que amar é gostoso, sim. Pelo menos, que ter um amor saudável é o que todo mundo quer.

Aproveitando a ocasião, dedico meus textinhos da semana aos vários tipos de amores. A tudo que eu, e todo mundo, pensamos quando estamos apaixonados...

Ai, ai...

O "primeiro da saga" é relativamente antigo, escrito há quase 2 anos, que achei vasculhando minhas coisas. Adaptei e atualizei algumas partes, porque ele surgiu num outro momento, que não o "semana dos namorados" (foi o momento "Lya Luft", mesmo!) ...
Enamorem-se!!!

"Quero um amor desses de filme. Das mais adocicadas comédias românticas.
Quero a minha metadinha, a tampinha da minha laranja, alguém que eu pense que é mesmo a minha alma-gêmea de uma vida inteira.
Quero procurar, procurar, procurar e não me fartar disso. E ficar mais apaixonada, o quanto mais durar minha busca. Mas que venha logo o encontro.
Enquanto o amor não vem, ou não se realiza, portanto, não custa sonhar.
Vou continuar de braços abertos pra receber alguém que vá me explicar o verdadeiro significado da felicidade;
pra quem vá me ensinar o que eu já sei e tudo que eu ainda nem faço idéia sobre relacionamentos;
pra alguém que deposite em mim um voto de confiança, e em quem eu confie, mesmo sabendo que não é a coisa mais certa a ser feita, mas só porque quem gosta e ama confia cegamente, mesmo;
pra alguém que vai amar minhas qualidades e relevar meus defeitos, mesmo constatando que eles possam ser um pouquinho maiores do que pareciam no início;
um cara que vai ter como principal passatempo tentar descobrir eternamente qual é a minha magia e o meu segredo;
alguém que, mais cedo ou mais tarde, vai descobrir que minha magia e meu segredo são apenas e simplesmente, o amor que eu sinto, ou que desejo sentir, como qualquer simples mortal;
alguém que saiba que a gente quebra todas as regras pra valer quando passa a gostar e se importar com alguém- e que isso é muito saudável;
alguém a quem eu vá supreender com alguma coisa absolutamente idiota, mas sempre com toda a verdade e todo o coração- e vai ser engraçado, no final das contas;
uma pessoa que vai entender as inconstâncias femininas, melhor do que ninguém, e vai acabar dando risada com essas crises estranhas;
alguém que vai saber que eu só xingo quem eu amo e com quem me importo, e que todo mundo é assim, na verdade;
alguém que vai saber que eu realmente sou sensível, que as mulheres são sensíveis;
um cara que também vai respeitar minha sensibilidade quadriplicada e minha vontade imensa de chorar durante o meu período pré- menstrual;
alguém que, abraçado comigo, vai me dizer: "eu preferia teu cabelo de antes..." porque falar coisinhas desagradáveis mesmo sabendo que o outro detesta faz parte de todo e qualquer relacionamento;
alguém (esse mesmo alguém que falou que meu cabelo já foi melhor, e que, não contente, arrematou dizendo que eu tô mais gordinha), pra quem eu vá olhar muito puta e indignada, comentando que eu poderia ter passado sem essa, daí eu vou brigar feio, porque o bom de briguinhas é sempre tentar uma reconciliação;
alguém que vai saber o quê e como fazer, da exata maneira que eu amo;
alguém a quem eu possa fazer rir e gozar, e que vai me responder a altura, porque prazer e diversão são essenciais em qualquer historinha de amor (e isso nem fui eu quem disse; é fisiológico- pode perguntar pra um médico o que que ativa a sensação de bem-estar no cérebro das pessoas);
alguém que saiba que fazer o que o coração manda e o que se tem vontade, e na hora que se tem vontade, é a melhor coisa do mundo (melhor ainda que a melhor coisa do mundo eleita por 99,9% dos homens, apesar de que, muito frequentemente, as duas coisas estão interligadas);
alguém que vai dizer, de verdade verdadeira, e de uma vez por todas, "eu te quero", "eu preciso de ti", e "eu não quero deixar de ficar contigo", que vai acabar evoluindo inevitavelmente pra um "eu te amo";
alguém que, antes de dormir e com a cabeça no travesseiro, vai fazer uma oração agradecendo a Deus por ter me encontrado;
um cara que vai merecer um tópico especial nas minhas rezas: "Senhor, até que enfim!";
alguém que vai jurar que me conhece muitíssimamente bem (e o pior é que vai conhecer mesmo!), mas mesmo assim vai se surpreender comigo quase todos os dias;
alguém que vai passar horas fazendo e recebendo carinhozinhos e chamegos, porque é gostoso e faz bem (assim como o sorvete da Kibon!!);
alguém que vai me dar o abraço mais abraço de todos os abraços que eu já abracei até hoje (e que dificilmente eu vá esquecer);
alguém de quem eu vá sentir orgulho;
alguém por quem meu olho vai brilhar de uma forma mais especial;
alguém que vai ter uma super empolgação de querer me ver sempre, de mal dar um tchauzinho e querer ver de novo, de deixar de ver e quase morrer do coração;
alguém que também vai me deixar empolgada como nunca, e com "paixonite crônica" incurável;
alguém que vá contribuir pra que essa minha "paixonite" nunca acabe, contrariando todos os dados da psicologia e da psiquiatria de que ela só dura, no máximo, um ano;
alguém que, mesmo não tendo super poderes de manutenção de "paixonite", vai me deixar nesse estado por 6 meses, 3 meses, 3 dias, ou o suficiente apenas pra me fazer feliz- o que já vai valer muita coisa!;
alguém que vá me ligar, não porque eu pedi, mas porque teve uma vontade súbita e inexplicável, quase todas as horas;
alguém que também vai me ligar porque eu pedi;
alguém pra quem eu também vá ligar só pra dizer que fiquei 1% mais bonita porque acabei de sair do salão , com a unha feita, e passei "Paris" essa semana;
alguém que vai pensar "e eu com isso??", mas que vai acabar concordando que eu realmente fiquei mais bonita porque passei "Paris" nas unhas;
alguém que eu não queira mandar embora;
alguém que me faça dar um beijo de tchau com muito custo;
alguém que vai fazer meu coração bater mais forte, e que vai quase explodir e infartar quando estiver comigo;
alguém que vai fazer comigo as duas coisas que todo mundo tem que fazer antes de morrer: escrever um livro e plantar uma árvore;
alguém que tope ir comigo a Paramaribo, ou a qualquer outro lugar, só pra ser um pouco mais feliz que o normal;
um cara com quem eu possa fazer planos a longuíssimo prazo, de construir várias coisas e mudar o mundo, mesmo que o namorico tenha prazo de validade super curto;
alguém que não vai querer cair na rotina comigo nunca, mas que se cair, vai achar legal porque vai ser comigo;
alguém a quem eu possa dizer: "tás certo mesmo", ou "acho que tás errado, mas vou te apoiar mesmo assim";
uma pessoa que saiba que tem horas pra ser alegre, tem horas pra ser triste, e que eu vou estar em todas elas porque é esse o verdadeiro significado da palavra "parceria";
alguém que vai se importar comigo se eu estiver sofrendo ou ansiosa, e de quem eu vá sentir uma preocupação bastante forte e natural, típica de pessoas que se gostam;
uma pessoa em quem eu possa dar uns esporrinhos e umas broncas de vez em quando;
uma pessoa que vai fazer o mesmo comigo;
alguém de quem eu sinta um ciuminho bobo e que vai também ficar cabreirinho quando me ver falando com outra pessoa;
alguém que queira mais ou menos as mesmas coisas que eu, lá no fundinho, e ache a maior graça no fato de eu ainda insistir em querer umas coisas muito bobas;
alguém com quem eu tenha uma afinidade tão grande, mas tão grande, mas tãaaaaao grande, que vai chegar à conclusão óbvia que me conhece de outros planetas, há quase 5 mil anos;
uma pessoa que, assim como eu, nunca vai acreditar que opostos se atraem, porque na prática os idênticos é que se amam...mas e se for oposto? "Fazer o que????";
alguém que deva ter uma dose extra de calma e paciência, porque relacionamentos requerem essas duas coisas ocasionalmente;
alguém pra me fazer colocar em prática uma receita culinária de grau de dificuldade "médio" do livro da Ofélia, que vai comer tudinho, não deixar nada no prato e dizer que amou;
alguém que, quando eu tentar pular pra receita de grau de dificuldade "só para gourmets", vai me surpreender com um super jantar no restaurante mais legal da cidade, com a alegação de que vai ser mais prático e bem mais romântico, só pra não ter que sofrer com a gororoba;
um cara que entenda que todos temos fragilidades, (aliás, muitas!);
alguém que faça tudo por mim, que comece qualquer coisa por mim, e que abandone qualquer coisa por mim;
um homem que tenha "peito" mesmo, só pra se desfazer de alguns "velhos moldes" e "velhas crenças", que mande tudo pro espaço, a meu favor;
alguém que tenha tempo e disponibilidade pra mim, sempre, mas que também saiba que cada um tem e deve ter seu espaço;
alguém que valoriza as pessoas e que me valoriza mais ainda;
uma pessoa que tenha essa mesma visão "colorida" dos amores, e que seja e esteja livre pra me amar mesmo;
alguém que faça cara de bobo e de feliz quando estiver na minha companhia;
um cara especial, e que me faça sentir especial;
Alguém que me mereça de verdade...
Alguém pra chamar de meu..."
Ai, Ai...Boas lembranças! Ótimos desejos!!
P.S.: Plágio e cópia sem sitação de fonte são crimes!! E eu sou má e processo todo mundo, já avisei!!!

domingo, 7 de junho de 2009

A Cabana

Raramente leio o que todo mundo está lendo no momento, porque sou bem do contra. Tenho um certo preconceito desse tal de best-seller, muito embora, pra mim, ele cause, SEMPRE, os mesmos efeitos de filmes nacionais - eu evito porque acho que é uma porcaria, acabo assistindo pra matar minha curiosidade e quase sempre gosto bastante, ou me surpreendo enormemente.
Com este livro não foi muito diferente. Parece até que ele me perseguiu: onde eu ia, via alguém carrengando um exemplar debaixo do braço. Pensei comigo: "mas que será que tem esse livro, hein?"...

Fui checar a olhos vivos.

E, olhem, posso dizer que tem coisa até demais.

É uma obra que trata de religião, de fé, de amor, compaixão, perdão, responsabilidade e outras tantas outras coisas vitais, imprescindíveis, mas que raramente trazemos para o nosso mundo numa reflexão coerente e sensata. Parece bobo demais, ou piegas demais, mas é verdade.
A história fala de um pai que perdeu uma filha, aparentemente assassinada, e depois dessa tragédia, ele a família afundam numa tristeza sem tamanho. Nada passa a ter graça, todos se sentem culpados pelo desaparecimento da menina e, inconformado, ele passa a duvidar da existência de Deus, "porque Deus não permitiria isso a uma criança inocente"...
Eis que, três anos após toda a depressão, Deus resolveu chamar esse pai descrente pra uma conversinha. E o que era pra ser, no mínimo, bizarro (uma bate-papo ao vivo e a cores com Deus), tornou-se a maior e melhor experiência que ele teve na vida.

Assim, esse é o resumo do resumo. Nem teria tanta graça contar um "a" a mais que isso.

Até não pesquisei melhor, mas não poderia precisar quanto tem de ficção, e quanto tem de realidade neste livro. "Irreal" ou nem tanto, ele serve pra várias reflexões. Eu me flagrei por várias vezes me sentindo um lixo de ser humano (não que a leitura seja degradante, nada disso! É só força de expressão, mesmo!), e aprendendo a ver muita coisa sob outra perspectiva. Pra variar, sob uma perspectiva que era completamente virgem aos meus olhos e ao meu modo de reagir a varias situações.

Aconselho a leitura para pessoas que perderam pessoas queridas, ou que sofreram grandes decepções, ou mesmo as sãs e felizes, mas que estão descontentes com o rumo que a vida toma de vez em quando (E todo mundo, pelo menos uma vez na vida, se irrita com o caminho que as coisas estão levando!).

O autor usa uma linguagem bem simples, rápida e direta: se duvidar, dá pra ler tudo num domingo ocioso, de uma só vez!

Eu peguei um exemplar emprestado, mas acredito até que vá comprar pra, vez ou outra, reler e reaprender as lições fantásticas desse livro.

Vale muito a pena!


P.S.: Se Deus me chamasse pra uma conversinha, uma das primeiras coisas que eu ia perguntar, completamente indignada, seria porque chove durante o dia. Chuva só serve pra abastecer o mundo de água, então que chovesse enquanto todos estivessem dormindo! Bem mais gostoso! Sair de casa com chuva só serve pra pegar doença, bater o carro, ficar de mau-humor...
Deus também bem que poderia dar a cada um de nós um "sensor de perigo iminente". Do tipo: "apitou!! Não vou que essa é fria!!"...Pra relacionamentos, mesmo, seria uma benção!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Só porque tenho por ela um apreço imenso..."

"...ela me esnoba, me esnoba, ME ESNOBA!!!!!!"

Tava cantarolando essa música, que grudou no meu cérebro o dia todo, e por mais de meia hora viajei no papo "click do amor". Essa coisa de "arrasto um bonde por essa pessoa e ela nem 'tchum'!". O amor desencontrado. Que vai amor e volta amizade, e que não bate num mesmo "click". Que tá completamente fora do tempo e quase sempre se perde em algum lugar.

Vai dizer: quem nunca teve um "apreço" gigante por alguém e foi esnobado??
Encontramos a pessoa perfeita, que tem as qualidades que julgamos perfeitas, claro que ela não tem defeito (porque amores e paixões não veem essas coisas!), e ela só não vira uma divindade na terra e nos faz "sonhar com um mundo melhor e mais divertido" porque...bom...
porque...porque ela não tá aí pro fato de que sonhamos, sim, com um mundo melhor e mais divertido!!!! Pra essa pessoa dos "nossos sonhos", somos apenas mais um pobre mortal (isso, usando um eufemismo: quase sempre não somos NADA pra pessoa por quem temos aqueeeeeeeele apreço!!!).

Não, e pra piorar, a nossa natureza débil-mental, suicida e sadomasoquista tridimensiona todo o sofrimento: quanto maior o amor de um lado, maior o desprezo do outro. Sempre assim!

Conclusão 1: o ser humano em estado de paixonites e amores gigantes é um tremendo idiota.
Conclusão 2: Talvez todo mundo goste mesmo de se sentir rejeitado.

Ok. Não tô dizendo que ninguém deve se apaixonar, que ninguém deve amar ninguém, ou ter apreço, consideração, esse tipo de coisa. Amor é um sentimento lindo, que todo mundo quer sentir. Sou uma defensora árdua de amores. Dos vários tipos de amores.

Também não sei se todo mundo, lá no fundinho, gosta de "sentir que tá perdendo espaço", que tá sendo deixado de lado...mas SÓ PODE SER!
As estatísticas comprovam: 19 entre 10 pessoas já morreram por alguém sem resposta alguma. Quer dizer, sem resposta, não; com resposta, mas das mais negativas (do tipo "tô nem aí pra você, não se tocou AINDA??")...

Às vezes acontece porque a pessoa amada não tem consciência nenhuma desse amor. Tá tudo num campo muito platônico demais. Era só uma amizade, ou às vezes nem era nada, o contato é quase que mínimo, e, claro, a pessoa não tem como advinhar. Só que, cuidado! - fazer com que se perceba esse amor todo é quase sempre ultra desastroso. Quem tá amando sempre acha que não se fez muito claro e peca pelo exagero: agrada demais, aparece demais, elogia demais, procura demais. Só pra ver se "o amor"acorda pra vida.
O resultado, óbvio, é que não tem como não pegar abuso de uma pessoa que fica demais no pé, que quer fazer parte da nossa vida a qualquer custo, e toda hora (eu que o diga! Tem gente que sabe ser inconveniente!!!).

(Puuuts, me achei "A super amada, agora!"...Hahahahahaha...)

Outras vezes esse amor não-correspondido aí acontece por um processo crescente e desmedido de autodestruição e autodesvalorização (assim em termos dramáticos, mesmo!). A pessoa não consegue perceber que ela própria tem muitos pontos positivos, e valores, e todo esse tipo de coisa, e tenta sempre achar no outro a razão de tudo. A felicidade plena só vai acontecer, e só nos sentiremos capazes e preenchidos se a pessoa-objeto do nosso amor estiver por perto. "Porque sem o (a) fulano (a) nada faz sentido", "não consigo me imaginar sem ele (a)" , "só ele (a) sabe como agir e o que fazer pra me fazer feliz"...
Solução??? Sempre tem! Nesses casos, vale sempre dar aquela sacudida na autoestima (agora sem hífem, é isso mesmo???). Amigos são essenciais nessas horas! Descobrir que somos úteis, felizes, amados por alguém...que temos virtudes e desejos faz bem pro pior e pro melhor dos egos! Qualquer coisa é válida: um passeio diferente, viagem, roupa nova, cabelo novo...O duro é que, cuidado novamente! - autoestima demais leva à agressividade. Quando estamos no meio de uma história de amor não-correspondido, e lá pelas tantas descobrimos num estalo que devemos ser valorizados, que aquela pessoa imbecil não nos merece, daí...Deus-nos-acuda!!! O amor vira ódio, esculacho, vingança, todo mundo sai dando patada em todo mundo (Pô...tem gente que até merece esculacho, porque esnoba demais e se acha até não ter como, mas o objetivo principal é amor mútuo, não é??? Então raiva não leva a lugar nenhum!!)...e o que era "amor" vira o demônio na terra, a situação mais trágica de todos os tempos, que não cicatriza de jeito nenhum...
Não, e mais drástico: nunca somos agressivos só com o outro; a agressividade acontece dentro de cada um de nós! Sempre rola um sentimento de culpa ou de desmerecimento porque o amor não deu certo...Uma vitimização sem fim!! A famosa crise do "sou Judas, mesmo, fazer o que?!"..."Tadinha (o) de mim!!!"...

Tem vezes, porém, que esse "amor de um lado só" aí não é nem platonice aguda, nem falta de amor-próprio. É cegueira e burrice, mesmo. Digo, de quem está amando. É muito fácil visualizar um bonequinho perfeito do nosso amor, que não tem defeitos, não xinga, não caga e não tem chulé. No fundo a pessoa não vale nada, é insuportável, feia ao extremo, ou burra ao extremo, ou desagradável ao extremo, mas só o que vemos é...uma pessoa mágica ao extremo!!!
Pura ilusão...
O problema é que nunca existe um "autodiagnóstico" de miopia, astigmatismo ou qualquer disfunção ocular desse naipe. Por mais que mil amigos falem que a pessoa não vale nada, por mais que todo o contexto demonstre que a pessoa realmente não merece todo o amor desprendido, não adianta: o cego nunca percebe nada! Nunca se enxerga (Claro!!!) !!!
Solução??? Não tem muita, não...
O jeito é deixar a coisa passar...
Porque, claro (e que bom!) , uma hora o amor termina e enxergamos alguma luzinha no fim do túnel!

Agora...triste mesmo é quando a "coisa" não bateu num mesmo tempo. A pessoa é super legal, nós nos sentimos super bem, não temos problema nenhum de auto-confiança, auto-sei-lá-o-que, nem estamos muito cegos, a situação é ótima e de parceria e agradabilidade mútua, mas, INFELIZMENTE, não rolou "aquele click" (o tal do "click do amor"). Sabe aquela história de que "nos damos super bem, temos coisas em comum, somos os dois livres, mas não rola"??? Falta de química, talvez.
Nesses casos, geralmente, um ama e é esnobado, e depois de meses, anos, o outro passa a amar também, só que já não adianta mais nada...Virou amor não-correspondido de novo, só que do outro lado.
Isso é pra chorar, a única solução. Até porque algumas vezes vezes não foi nem só falta de química e click batendo descompassado. Pode ter sido uma excelente oportunidade não-aproveitada. Ou desperdiçada. Quem sabe era só fazer uma forcinha, vai saber (até porque se o amor do outro lado chegou meio tarde, de certa forma, ele deve ter sempre existido, mesmo que muito pequenininho...) ...
Sei não...Mistérios da vida...

O fato é que , concusão 3: Quando não deu, de uma ou de outra forma, é porque não tinha que dar. Ou não tinha que dar AINDA.

Mas, de certa maneira, a conclusão 4 é que,
4a: As coisas sempre acontecem no tempo certo;
4b: O que é nosso tá guardado (e-n-t-e-r-r-a-d-o, em alguns casos) ;
e 4c: Uma hora todo esse desamor passa.

Aquela coisa, que a música diz: "...mas não tem nada, não, eu bem que me conheço, eu sei que um dia viro a mesa e mudo de endereço..."

"...e essa criatura, por quem eu tenho apreço, vai ficar cheia de culpa por me dar desprezo!".
Sempre rola um remorso da outra parte, é fato!
Não queria dizer nada, não, mas tô achando que é a conclusão n. 5.

Ô, tristeza!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Não faça hoje...

Precisei passar por uma crise de arrancar os cabelos pra me lembrar de um ditado "psicológico pós-modernista" que resolvi adotar pra minha vida, de uns anos pra cá.
Foi um dia de telefone tocando sem parar, coisas pra resolver, meia dúzia pra deixar pronto, um outro tanto pra decidir, e dúvida do que fazer primeiro, do que seria melhor e como, e gente cobrando, e eu me cobrando mais ainda, até crise de identidade e o escambau...Muita coisa pra fazer pra ontem, ou nem tanta coisa assim, mas o cérebro funcionando pra deixar tudo agilizado o quanto antes. Como se o mundo fosse acabar a qualquer instante e eu tivesse que finalizar boa parte do que comecei antes disso (e olha que é bastante!). A tal da ansiedade que ainda vai matar metade da população do mundo de problema cardíaco.

E não adianta: não é nem uma coisa que é só minha, mas quase todo mundo que eu conheço quer ver as coisas prontas, e acabadas e findas, o mais rápido possível, só pra ver no que vai dar. Ou se vai dar em alguma coisa. No mínimo. Ninguém tem mais paciência pra esperar nada, pra deixar o curso das coisas correr naturalmente. E se não existe uma auto-cobrança, existe a cobrança do meio, do cosmos, do ambiente de trabalho, de família, de amigos, de tudo. Sempre alguém espera por alguma coisa, ou por alguma atitude de alguém. O mundo tá assim, vê só!

Hoje em dia já se nasce ansioso, com planos fixos e pré-determinados, com as coisas tendo que se encaixar perfeitamente e no tempo certo, com projeções imbecis de um "amanhã perfeito" que às vezes nem vem, ou que vem repleto de desajustes.

Antes de tudo acontecer, já tem o maldito "será". "Será que vai dar certo?", "será que eu vou conseguir essa vaga?", "será que meu trabalho vai ser recomendado?", "será que vão me ligar amanhã?", "será que vou ver essa pessoa novamente?", "será que encontrei finalmente minha alma gêmea?", "será que tá bom?"..."será, será, será..????"...Uma inquietação sem tamanho.

E agora eu pergunto: pra quê? De que dianta correr atrás de um monte de coisa que vai acontecer ou não, de qualquer forma, independentemente da nossa vontade?

"Não, mas se eu não acabar isso hoje...", acaba outro dia, né?

"Mas se eu não fizer isso agora, vou perder meu emprego"...arruma outro, oras!

"Se eu não der um jeito de aparecer, de ligar, ou mandar mensagem, ele(ela), nem vai se lembrar que eu existo!"...ENTÃO ARRUMA OUTRA PESSOA, que tá cheio de gente disponível por aí, e querendo corresponder a chamados e atenções!!!!!!

O que não dá é pra perder o sono e a fome com pessoas que apressam, com situações que apressam, com a nossa própria cabeça que quer ver as coisas prontas o quanto antes.
A troco de nada!
Porque uma hora todas as coisas se resolvem, e chegam num fim, quer queiramos ou não.
E mesmo se as coisas atrasam, ou não acontecem, dá sempre pra partir pra um plano B. SEMPRE!

Assim, super óbvio, que "as coisas acontecem no tempo certo", que "tudo vai dar certo", e que "o que tiver que acontecer vai acontecer", mas eu já tava xingando meio mundo só pra resolver uma coisa insignificante pra anteontem (e todo mundo faz a mesma coisa!). E sem ganhar um real a mais por acabar antes do tempo, ou por conseguir resolver da melhor forma possível.

Então, antes que eu me acabasse em ansiedade, preocupação, inquietação e outras quinhentas sensações desconfortáveis (aumentadas em grau por uma tpm irritante), resolvi me lembrar da tal frase que tem me feito uma pessoa mais sossegada:

"Não faça hoje o que você pode deixar pra amanhã"!

Até porque "amanhã" sempre se dá um jeito...Se é que ele vem mesmo (sim, sim! Esperamos todos que sim!!)!!
Martelei essa frase na minha cabeça e sabe o que eu fiz num fim de tarde cheio de coisa pra fazer??? Coloquei meu celular no silencioso, disse pra meio mundo que eu não estava e fui no cinema ver um filme...

Tudo bem! O filme até não recomendo, não.
Mas depois dormi bem e tranquila, que foi uma maravilha! E já posso postergar meu tratamento anti-rugas em mais alguns anos...
Nada de rugas e cabelos brancos por hoje!!! Por favor!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Homenagem ao dia das mães

(Post atrasado, mas nada desimportante!)

Mãe realmente só tem uma.
Alguns tem a sorte de terem duas ou três.
Outros, porém, não tem essa felicidade, mas conseguem achar uma postiça. Porque Deus não deixa ninguém sem mãe.
Só mãe que sabe das coisas (mesmo quando a gente reza pra ela estar errada), que dá o conselho certo, a bronca necessária. Só mãe que dá colo mesmo depois que a gente cresce, que perdoa o erro mais grotesco, que dá o ombro pra que a gente chore pela coisa mais imbecil do mundo. Depois ela vai rir ATÉ da cara da gente, pelo choro exagerado e sem sentido, mas não tem como ficar chateado com mãe. Pelo menos, não por muito tempo, porque a gente sempre vai precisar dela num caso meio urgente.
Gripe sem a sopa da mãe não tem graça, domingo sem abraço de mãe, muito menos. Parece que a roupa lavada pela mãe fica mais branca que a roupa que a gente lava. Comida, então! Nem se fala...Comida de mãe não tem preço, e até deveria ter, pra todo mundo ficar milionário. Parece que mãe sabe temperar. Que faz mais rápido e mais gostoso, sei lá! Mesmo as mães trágicas na cozinha tem alguma especialidade. E o filho gosta e pede sempre mais um prato.
Parece que mãe nasceu com um manual para todas as coisas do mundo. É tudo a mãe que resolve! Ok! Ela não passa, não costura, não faz comida e não tem nenhuma habilidade manual, mas deixa com ela que ela dá um jeito. Não falha uma vez sequer! É a rainha pras coisas impossíveis e inajustáveis!
Mãe também nasceu com dom pra meteorologia. Consegue prever a velocidade do vento e o temporal que vai cair no fim de tarde, mesmo quando tá um sol de rachar. Se ela falar “leva um casaco”, nem pense duas vezes. Se ela der um guarda-chuva, então...não diz que não precisa, porque é pingo grosso na certa!
E pra que pagar psicólogo?? Fala com a mãe! Pra relacionamentos, não tem melhor. E não é porque ela tá vendo de fora, não. Mãe sabe como ninguém como ajustar corações e quem são as melhores companhias pro filho. Se ela disser que não vai dar certo, nem adianta tentar. Ela sabe o que é melhor pra você!
Mãe se torna vidente e cartomante quase sempre, também. Se pintar uma dúvida sobre um trabalho novo, um investimento ou um caso de amor, só pedir a opinião dela, que intuição de mãe nunca falha! Quase sempre sem um fundamento muito plausível, mas é batata! Como dois e dois são quatro! Não ir pelo caminho que ela sugeriu é só pra depois dizer “Que droga! Minha mãe tava certa!”.
Tudo bem, tudo bem! Mãe é um saco de vez em quando! Não importa a idade do filho: ela se preocupa se ele ainda não apareceu em casa ou se não ligou. Dá palpite pra tudo e regula tudo o que a gente come. E tem sempre um amigo que ela não vai com a cara! Sinceridade de mãe também dói, mais do que todas as outras. Mãe não costuma poupar, não, porque “tá falando pro nosso bem” (E o pior - ou melhor! - é que tá mesmo!)...
Ela sempre diz que “não é assim que se faz”, e o triste é que ela deixa a gente fazer errado só pra quebrar a cara (quem sabe um dia a gente aprende...). Levar mãe pra fazer compra exige paciência. Dirigir com ela do lado, mesmo...haja!!!
Mas não briga com ela, não, porque é feio e é pecado. E porque praga de mãe pega que é uma coisa!
Pegar mais do que praga de mãe, só benção de mãe. Dizem que um filho abençoado é um filho guiado por Deus (ou sei lá por qual divindade se acredita) e nada de mal lhe acontece. Nunca.
Mãe, não. Mãe não precisa, porque já é abençoada desde que vira mãe.
Mas não custa pedir pra Deus proteger e guardar com carinho, né?
Afinal de contas,
MÃE É MÃE!!!



Textinho especial pra todas as mães, pra minha (mais ainda), e ultra especial pra minha bisavó, que ontem, coincidentemente, fez 88 anos.
Acho um orgulho ter bisavó! Mais legal ainda é ouvir a minha mãe (sente: a minha mãe!!!!) dizer que vai visitar a vó dela!!!!! Privilégio pra poucos...
Pelos meus cálculos, são mais de 40 bisnetos e uma vida cheia de coisas e histórias, que só mãe pra saber contar. Mãe por 3 vezes, detalhe.
Se Deus me der saúde, ainda quero limpar fralda de filho, fazer comida, ouvir choro, dar conselho e fazer tudo o que só mães são capacitadas pra fazer.
E se Deus me der sorte, quero muito ser igual a minha bisavó...
Sem tirar, nem por!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Faxina necessária!

Aproveitando a ocasião - de mudança de tempo, de mudança de hábito e de mudança de várias coisas, separei uma tarde dessa semana pra fazer uma faxina em todas as minhas tranqueiras.
E percebi que há muito mais de terapêutico numa boa (re)organização do que se imagina!
Entre velhos recibos, papéis inúteis, roupas desgastadas e objetos que nem funcionam mais, pude vasculhar boa parte do meu passado, matar a saudade de várias coisas e jogar muito do que não é e nem foi bom pro lixo, literalmente.


Sou daquelas pessoas que projeta demais o amanhã, mas que não deixa de esquecer nada do que se passou ontem. Guardo todos os trecos do mundo nas minhas gavetas. Sinceramente falando, minhas coisas são parte da minha personalidade, de forma que há muito mais de mim nas minhas caixas e armários, do que eu mesma poderia contar com palavras. Desde fotos antigas (com cabelos medonhos e roupas hilárias – como que alguém me deixava sair de casa naquele estado?!), a cartinhas (e-mails, também peguei a fase da modernidade!) de ex-amores, pequenos souvenirs, fotos de família e cartões de fim de ano dos amigos mais chegados.
Muita coisa que até Deus duvida, eu achei! O diário velho de 95 (onde eu li que o Carnaval daquele ano foi uma porcaria!), o álbum de viagem de férias (com meu rosto super rechonchudo!!! E definitivamente não sinto falta do nariz e do cabelo que eu tinha uns aninhos atrás!!!), o kit que eu usava pra costurar minhas sapatilhas de ballet...Ah, minha coleção de chaveiros (qual a utilidade de uma COLEÇÃO DE CHAVEIROS????? Diz pra mim...)...
Deu pra rir!
E também pra me acabar em lágrimas...
Lembranças de viagens que se acabaram, de pessoas que se foram, de fases que passaram, de relacionamentos que nem me lembrava mais...tudo que não existe mais, só que serviu (e muito!) pra tudo o que eu sou e sinto hoje...
Encaixotar minhas coisas e reorganizá-las teve o lado bom, não só porque eliminei ácaros da minha vida alérgica, ou porque fiz uma ótima ação separando roupas e sapatos pra doação. Nem pelo fato de eu ter colaborado com planeta, separando o lixo reciclável. Mas porque limpou várias coisas em mim, me fez reviver alguns ótimos episódios e descobrir que o passado é saudável, sim.
Dessa vez minha faxina foi por obrigação e necessidade do momento.
Mas tô pensando seriamente em torná-la um hábito e uma psicoterapia, pelo menos de 3 em 3, ou de 4 em 4 meses (até aconselho a prática, também!).

Porque sempre na vida se tem alguma coisa pra reaproveitar, e outro tanto pra se jogar fora...