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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sim, Senhor!

Conheço muita gente que, como eu, tem muita dificuldade pra dizer um não.
Não falo pelos outros, mas no meu caso, é quase sempre pra não me estressar, não criar caso com a pessoa que me pede um favor e tal...Eu acho todo mundo legal, muy amigo de mi corazón, quero contribuir, ser útil...E as vezes nem vai me custar tanta coisa, mesmo (na verdade, na verdade, acaba dando um certo trabalho, muito mais do que eu imaginava que fosse dar, massss...quando percebo, já fiz!). Posso fazer com a cara meio contrariada, mas sempre faço. A frase "SIM, deixa comigo", sai mais do que automática, involuntária...deve estar no meu DNA.
O resultado é que costumo fazer bem mais coisas que conseguiria, e que deveria. Eu me desdobro em 500 pra dar conta de ajudar várias pessoas, de cumprir vários prazos, de executar vários trabalhos. Pra estar em vários lugares.
E quando a "pessoa que não consegue dizer NÃO" tem uma característica exigente e perfeccionista, assim como eu (e geralmente tem, porque as pessoas que não sabem recusar pedidos acabam atoladas de coisa porque, no fundo, no fundo, sempre acham que poderiam fazer melhor do que se apenas delegassem pra uma outra pessoa...acrescento aí também as péssimas características de egocentrismo e autocontrole - quando não controle do outro - excessivo), o estresse físico e mental é algo que beira o desumano.
Porque, imagina só...se a meta é fazer de tudo e dar conta do
recado, sem perder a qualidade, ALGUMA COISA vai ter que pagar por isso.
Não meu caso, são as ruguinhas precoces. Vez ou outra alguém me diz que ando meio estressada, também.

...

Nem preciso dizer que a dificuldade em dizer não me rendeu umas boas sessões de terapia.
Passei (e ainda passo) por péssimos bocados pra tentar achar o tal equilíbrio entre o "fazer concessões e ser uma pessoa acessível" e o "fazer concessões demais, perder o controle e entrar pelo cano"...
Porque, obviamente, são vários os contras de se falar amém pra tudo.
Eu já aceitei trabalhos que nem me agradavam tanto assim, já me envolvi com pessoas que nem me acrescentaram tanto assim, já assumi compromisso que não era meu, e comprei briga por causa alheia...entre outras várias coisas que entraram pra minha lista de "arrependimentos da vida".
Sei que é um defeito, ou característica negativa, e que, como tal, precisa ser mudada.
Só que...NÃO É FÁCIL MUDAR!
Sempre acabo com a frase "ainda aprendo a dizer um NÃO bem bonito da próxima vez em que vierem me pedir isso", e saio me sentindo a pior pessoa do mundo...

...

Tudo isso pra dizer que hoje fiz uma reflexão séria pra canalizar essa minha característica autodestrutiva pra uma coisa muito boa. Percebi que, se sofro por um lado, tem outros vários coitados e infelizes de outro, que penam porque não conseguem dizer...SIM!!
Assisti pela terceira vez ao "Sim, Senhor" (aquele com o Jim Carrey), que estava passando em alguma canal da tv a cabo, e foi onde me ressurgiu essa viagem toda na cabeça.

Na comédia (lançada em 2008), Carl (Jim Carrey) vive uma situação deplorável de desânimo e depressão, não vê mais graça em nada na vida, quando um amigo o convida a um culto de autoajuda. Na palestra, a idéia é "se abrir pra vida" através da premissa de dizer SIM pra todas as coisas que acontecerem. E a vida dele muda radicalmente - pra muito melhor!
Como é filme, aparecem várias situações em que ninguém diria sim (mas é comédia, precisa ser engraçado), e essa idéia do "vamos aceitar as oportunidades que surgem" fica muito exagerada e surreal. Mas a reflexão é interessante: quantas coisas perdemos porque tivemos medo de encarar, ou porque dissemos NÃO, pelo simples hábito de estarmos acostumados a negar o que não é convencional? Quantas oportunidades nos escaparam porque não ousamos encarar o desafio??? Quantas portas nem vimos serem abertas porque nossas mentes estavam enclausuradas, ocupadas com várias outras coisas (quase sempre, inúteis)??? Quantas foram as vezes em que dissemos NÃO só por medo de aceitar a idéia de um SIM????
Inclusive EU, a pessoa mais "não digo não" que eu conheço, já me flagrei pensando em algumas coisas que posso ter perdido por uma recusa idiota...
Nada mais óbvio: se não tentarmos, se não nos dermos uma oportunidade, como um dia saberemos se foi uma grande ou péssima idéia?

Agora, claro: nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, Flipper!
Equilíbrio é essencial (e o mais difícil, falo com sabedoria de causa!).
Até no filme, repleto de piadas bobas, a questão do exagero prejudicial aparece no fim do enredo. Novas oportunidades não podem ser confundidas com grandes irresponsabilidades...

Mas só encerro dizendo o seguinte: hoje fiquei mais aliviada, não me levei pro tronco pela trocentésima vez por causa do meu sentimento de culpa (por me sentir sempre a boba que não consegue negar um favor), e vi que posso ter adquirido várias coisas sensacionais por causa dos inúmeros "SIM" que disparei ao longo da minha vida...Um rol quase infindável de coisas que, se pelo menos não foram tão boas assim, que me rendem até hoje excelentes lembranças...

Na dúvida, então, que optemos por um SIM!

Já estamos fartos de saber que, de irreversível nesta vida, só mesmo a morte...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eat.Pray.Love

(Filmes hits do momento, sempre bom conferir!)

Mês passado comecei a leitura tardia do Eat Pray Love (tardia, mesmo, porque o livro foi lançado há um tempinho), da Elizabeth Gilbert, porque o filme tava meio que quase pra estrear, eu queria saber do que se tratava como boa curiosa que sou, e uma amiga minha não podia me ver que dizia que tava lendo, e que ela se lembrava de mim em toda santa página, e coisa e tal, porque parecia que a personagem era eu, e que era bem a minha carinha mesmo essa vibe de "vou sair por aí, perambulando pelo mundo, depois conto pra vocês como foi"...e blá blá blá.
Tá, né.
Li a versão original, mesmo. Em inglês (essa parte do comentário não é a parte arrogantezinha do "ó, gente! Eu leio em inglês!", não! Mas eu já tava há tempos querendo praticar mais o idioma, porque sinto que perdi muito de vocabulário, compreensão, e principalmente da escrita, e quando cheguei na livraria, o susto: Comer Rezar Amar - R$44,90 X Eat Pray Love - R$17,60 !! Preferi ser econômica e, ao mesmo tempo, dar uma forcinha pro meu cérebro! E aqui encerro o parênteses fazendo uma crítica revoltada sobre o preço dos nossos livros - um verdadeiro absurdo, por isso que ninguém lê!!!!).
O livro, adorei! Ouvi muita crítica negativa, mas euzinha achei uma delícia de ler!
Linguagem simples, bem-humorada, divertida. A história é muito boa, também. Tem um pouco de drama, um pouco de comédia, bastante de autoajuda, e a vontade que dá é mesmo a de sair correndo por aí em busca de alguma coisa completamente inédita, em termos de experiência pessoal, mesmo. Ou, no mínimo, juntar o dinheiro das calças, vender algum bem de mais valor pra engordar a economia, e parar na primeira agência de viagem que tenha qualquer coisa pra Itália, pra Índia, ou pra Indonésia.
E, sim, matando a curiosidade alheia, realmente eu me identifiquei MUITO com o livro, com a personagem (que é a própria autora, pra quem ainda não tá sabendo) e em várias partes eu me sentia muito EU contando aquela história (admito... "bem a minha carinha mesmo sair por aí perambulando o mundo e depois contar pra todo mundo como foi"). Nesse ponto, até que foi uma das poucas comparações que eu ouvi sobre mim que achei que correspondeu aos meus gostos, de verdade.

Já o filme...
Legalzinho, até.
Mas paradinho, paradinho.
De fato, como quase todas as adaptações: nunca ficam tão boas assim, porque é sempre mais rico e interessante ler o livro. Acho que só tiveram dois filmes nesses moldes que eu achei bem melhores que as versões impressas (pra quem interessa saber, Cidade de Deus e Sobre meninos e lobos, na minha modesta opinião; livros chatíssimos, filmes geniais!).
O Comer Rezar Amar ficou meio perdido no espaço, e quem não teve a oportunidade de ler o livro antes provavelmente não entendeu o sentido de várias coisas, ou achou tudo meio "normal demais" pela fama toda que teve.

Claro que tem paisagens belíssimas, e a nossa eterna Pretty Woman, que está mais pretty e charming que nunca, pra deixar tudo com um quê muito mais encantador. Dei umas risadinhas, também. Continuei querendo viajar AMANHÃ e tal.
Só que, pelo burburinho excessivo...sei não!

E daí foi onde fiquei me perguntando, depois que saí do cinema: por que raios uma coisa tão normal virou sucesso de bilheteria, de vendas nas livrarias, best seller total, e só se fala disso em todos os sites de notícias e entretenimento nas últimas 3 semanas???

É, meus caros...tem gente que nasceu com sorte!
Não porque a obra é ruim, porque já disse que não é, e não fui a única, muita gente amou...mas a sorte é imprescindível.

Essa Liz Gilbert aí: tava toda descornada, deprimida pelo fim do casamento, resolveu largar o trabalho e vendeu tudo pra ficar um ano fora de casa, fazendo as três coisas que lhe interessavam bastante (comer feito uma porca, rezar feito uma louca e procurar por um novo amor). Espertinha, elegeu três lugares magníficos, bem cheios de coisa pra se ver e pra contar. Impossível não escrever nada de interessante sobre esses três lugares! E, pra melhorar, ela tinha um propósito em cada um deles, o que ajudou na busca do conteúdo. Começou a jornada toda caidinha, numa deprê de dar dó, e quase nos 47 do segundo tempo...BUM! Achou o homem da vida dela numa ilha paradisíaca, e assim o livro/ filme terminam quase que em tom de "feliz pra sempre" (e eu fui bem desagradável agora, contando tudo!). Até agora eu acho que esse amor aí (que é verídico, eles se casaram) ela deve ter conhecido no meio ou no início da viagem, mas que não contou pra ninguém e adaptou a coisa, pra ficar mais fácil de vender depois, porque não é possível! Será que foi apenas sorte, mesmo????
Se foi, assim ela conseguiu o sonho de quase todo mundo (quase toda mulher, na verdade): dar a volta por cima, e acabar como em conto de fada! Parece ficção, mas aconteceu de verdade. E essa é a razão óbvia por que todo mundo consome a história, e quer vivenciar isso tudo, inclusive EU (sim, também quero um desfecho desses!)!!!

Já estou até aqui pensando: bem que podia me dar a louca também, pra eu ficar um bom tempo fora do país, encontrar muita coisa legal pelo caminho, e um príncipe montado num cavalo branco no fim dele, voltar com sorriso nas orelhas, escrever tudinho depois, ganhar alguns vários Reais com meu livro e, pra fechar com chave de ouro, ver que minha vida virou produção de Hollywood...Será que eu consigo???
Ou melhor: será que terei a mesma sorte???

Juro que quero muito ir pra Bali em 2011!!!
O triste vai ser aturar a superinflação de mulheres desesperadas por lá, querendo imitar a idéia...escrevam o que estou escrevendo!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Lista: 10 filmes pra chorar muito!

Dizem que filme bom é aquele que te provoca emoções fortes e que te "insere", de certa forma, dentro da história.
Pra mim, particularmente falando, a definição de uma filme bom se resume a duas coisas: a capacidade que ele tem de não me fazer dormir nos primeiros 30 minutos e o tanto de lágrima que eu solto até que cheguem os créditos finais.
Com base nisso, fiz uma lista com os 10 filmes que mais me fizeram chorar desde que eu me conheço por gente.
Tudo bem que a vida de todo mundo já está cheia de sofrimentos, cada um com seu "inferninho" particular, mas é muito bom chorar. E se envolver, acima de tudo.
Por isso que estes valem muito a pena!
Cada um com um enredo bem diferenciado, merecem ser assistidos, ou reassistidos...até pra que se debatam outras coisas - subtemas, de extrema importância.
Confiram, que eu garanto!
Ah...Boa diversão e muito choro pra todo mundo!


1. O menino do pijama listrado
(The Boy in the Stripped Pyjamas, 2008, 94 min, drama. Dir.: Mark Herman. Com Asa Butterfield , Zac Mattoon O'Brien , Domonkos Németh e Vera Farmiga).
Sinopse - Alemanha, 2ª Guerra Mundial. É um filme sobre o Holocausto, mas não apenas. Retrata um lado nunca antes explorado em nenhuma outra obra que fala sobre guerras e tragédias. Bruno (Asa Butterfield), de 8 anos, é filho de um oficial nazista que assume um cargo em um campo de concentração. Por questões da eclosão da guerra, a família de Bruno tem que deixar Berlim e se deslocar a uma região afastada onde, além da falta do que fazer, a própria condição do conflito impossibilita um contato com o meio externo. Ao explorar o local quase "inexplorável", ele conhece Shmuel (Jack Scanlon), um garoto aproximadamente de sua idade que sempre está com um pijama listrado e do outro lado de uma cerca eletrificada. Bruno passa a visitá-lo frequentemente, e surge entre eles uma amizade surpreendente.
Não se tem, aqui, uma história clássica de guerra, com bandidos e mocinhos. Toda a "situação caótica " já é inusitadamente bem retratada, porque é vista pelos olhos de duas crianças (que, aliás, desenvolvem uma atuação sensacional de estréia! Os dois atores mirins estão fantásticos e impecáveis! Fiquei apaixonada por eles!). Então, ao mesmo tempo em que as cenas, e todo o enredo, causam sensação de ojeriza e de horror por tudo o que aconteceu nesse período, há uma ingenuidade e uma leveza por trás que dão o toque único pra este filme. É uma linda história de pureza, de inocência...e que não deixa de ser verossímil, no entanto. O final é tristeeeeee, que só vendo, e traz várias reflexões sérias e bem colocadas à mente. Sem dúvida, o que mais me emocionou nos últimos tempos!

2. À espera de um milagre
(The Green Mile, 1999, 188 min., Drama. Dir.: Frank Darabont. Com Tom Hanks, James Cromwell, Michael Clarke Duncan, Bonnie Hunt e David Morse)
Sinopse - A história é baseada no romance de Stephen King, que leva o mesmo do filme em inglês, e se passa em 1935. O cenário é o corredor da morte de uma prisão sulista americana. Paul Edgecomb (Tom Hanks) é o chefe de guarda da prisão, que tem John Coffey (Michael Clarke Duncan), acusado de estuprar e matar menininhas, como um de seus prisioneiros. Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso.
É um filme super longo (3 horas de duração), mas em momento algum a atenção é desviada para alguma outra coisa. Tinha tudo pra ser sombrio e pesado, já que se trata de prisão, crime, investigação (e por vezes o cenário é sempre o mesmo!) porém a história é contada com uma sutileza ímpar. Desperta uma coisa muito interessante em cada telespectador: a compaixão. Não tem como não se apaixonar pelo prisioneiro John Coffey e não torcer para que, por um milagre - e só por um milagre - ele escape da sentença de morte. Tom Hanks, como sempre, está fantástico! O fim do filme é divino, super tocante e, pelo conjunto da obra, vale a pena assistir a A espera de um milagre bem mais de uma vez! Na minha opinião, é peça de colecionador!

3. Em busca da Terra do nunca (Finding Neverland, 2004, 106 min., drama. Dir.: Marc Foster. Com Johnny Depp, Kate Winslet, Dustin Hoffman e Fredie Highman)Sinopse - J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que passa por uma péssima fase, já que seu último trabalho não teve boa aceitação por parte do público. Tentando superar as críticas, ele precisa de uma nova e fantástica inspiração, e a encontra ao fazer suas caminhadas pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), uma viúva com seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.
A história deste filme é baseada na verídica do autor do Peter Pan, e em como ele criou este clássico da literatura. Claro que, na versão dos cinemas, muito mais cheia de alegorias. Nem preciso dizer que Johnny Depp está perfeito, porque na minha opinião ele é o ator mais impecável para papéis "realidade X fantasia", "bizarrices teatrais", "personagens incomuns". O menino que faz o papel de Peter Pan (Highmore) é extremamente talentoso e rouba o filme em diversas cenas.
É um filme sensível, que fala sobre o poder da imaginação, da eternização do infantil, do amor e do cuidado. O final é sensacional de tão triste, e carinhosamente bem contado. Imperdível!

4. Marley e eu
(Marley and me, 2008, 120 min., comédia dramática. Dir.: David Frankel. Com Owen Wilson e Jennifer Aniston)
Sinopse - John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) casaram-se recentemente. Os dois escrevem para jornais concorrentes, trabalham pesado e enfrentam os desafios de uma nova vida a dois. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro para a esposa. John aceita a sugestão e adota Marley, um labrador amável de 5 kg, que logo se transforma enum grande caos de 45 kg. O cachorro, que é o protagonista do filme, é um verdadeiro estorvo, vira a vida deles de cabeça pra baixo, e chega até a criar conflitos sérios no casamento. Mas o filme acompanha a trajetória de Marley e a forma como ele muda a vida de toda uma família.
Histórias com bichos são sempre cativantes, e esta se supera. Não sei se porque esperava muito menos (só assisti pelos inúmeros comentários, pra não me sentir "tão por fora"), mas impossível não se envolver. Dá vontade de arrancar o Marley das telas e levar pra casa! Quem tem cachorro, chora até não poder mais! Depois fiquei pensando: que coisa mais cruel! Como é que alguém tem coragem de fazer um filme triste com cachorros??? Mas é lindo! E porque é triste é que se torna especial e verdadeiro! É uma história de amor e de apego, nada racional e nada convencional, mas lindíssima mesmo assim.

5 .Homem de honra
(Man of honor , 2000, 128 min., drama. Dir. : George Tillman Jr. Com Robert De Niro, Cuba Gooding Jr. e Charlize Theron)
Sinopse - No enredo, Carl Brashear (Cuba Gooding Jr.) representa um jovem negro, vindo de família humilde que sonha em se tornar mergulhador da Marinha americana. Para concretizar seu sonho, no entanto, Carl tem que enfrentar, além de seus próprios limites físicos, todo o preconceito que dominava a América em meados dos anos 40 - só se admitiam negros e mestiços em subempregos, ainda assim condições de trabalho precárias e quase escravas. Carl, então, precisa se submeter a isso para atingir seu principal objetivo e entrar para a escola oficial de mergulhadores. Lá cruza com o comandante Billy Sunday (Robert De Niro), um instrutor de mergulho severo e despótico que faz de tudo para frustrar as ambições de Carl. Mas a ousadia e a perseverança do jovem chamam a atenção de Sunday, e os dois desenvolvem uma amizade fantástica, que supera preconceitos, hierarquias e diferenças. Baseado numa história real, é um filme que deixa claro onde a determinação pode levar uma pessoa e retrata emocionantemente temas como admiração e respeito mútuo. Robert De Niro está magistral em sua atuação e desperta as sensações, ora de aspereza, ora de entusiasmo e incentivo, muitíssimo bem! É um filme que te faz pensar longe, em desafios, em mudanças. Em superar o cômodo e o normal. E, sinceramente, não existem sonhos impossíveis - essa que é a mais pura verdade.

6. Menina de Ouro
(Million Dollar Baby, 2004, 137 min., drama. Dir.: Clint Eastwood. Com Clint Eastwood, Hilary Swank e Morgan Freeman)
Sinopse - Frankie Dunn (Clint Eastwood) era boxeador e, mais tarde, tornou-se agenciador dos melhores atletas da categoria. Como profissional dos ringues, ele é bem sucedido e reconhecido, mas sua vida pessoal definha aos poucos. A filha de Frankie se afastou da vida dele, ele não tem família, e no seu círculo de relacionamentos só restou Scrap (Morgan Freeman), seu único amigo. É quando surge Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), uma jovem garçonete, pobre e caipira, e pede para ser treinada. Frankie se recusa a treiná-la, por não achar que mulheres possam ser hábeis o suficiente pra se tornarem boxeadoras campeãs, e por considerá-la velha demais pra uma carreira esportiva. Apesar da negativa de Frankie, Maggie decide treinar diariamente, e recebe todo o apoio de Scrap. A partir daí nasce um relacionamento paternal fantástico entre ela e o seu treinador, num enredo que mostra o que a superação e o incentivo podem fazer na vida de qualquer pessoa.
Sem questionamentos, o melhor filme dirigido por Eastwood. A atuação dele também é sensacional. Toda a história é narrada pela personagem de Morgan Freeman, que tem talento peculiar pra dar o nível necessário de leveza pra qualquer obra dramática. Hilary Swank, que passou 5 meses se preparando fisicamente só pra encarar esse papel, merecia ter ganhado o Oscar como melhor atriz. O roteiro é cuidadosamente bem desencadeado, e flui com ritmo. O filme, dentre outras coisas extremamente interessantes, homenageia as mulheres e o entusiasmo descomunal que existe em cada uma delas. Traz ainda, de forma tocante, várias temáticas como religiosidade e fragilidades, enfocando que cada um é realmente responsável pelo seu próprio destino.

7. Lendas da Paixão
(Legends of the fall, 1994, 125 min., drama. Dir.: Edward Zwick. Com Brad Pitt, Anthony Hopkins e Julia Ormond)
Sinopse - Três irmãos, três destinos. Alfred (Aidan Quinn) - o reservado, o caçula Samuel (Henry Thomas) - o protegido, e o do meio, Tristan (Brad Pitt) - o aventureiro deles. Ao trazer de volta para o rancho do pai (Anthony Hopkins) uma bela jovem (Julia Ormond), Samuel inicia um conflito de paixões que pode terminar em tragédia para sua família.
É um filme romântico M-E-S-M-O, abordando temas como paixão, amor, perdão, reconciliação!!! Na minha opinião, uma das melhores atuações de Brad Pitt (Na verdade, a que me despertou a característica dele de excelente ator, e não apenas a de galã de Hollywood). O filme levou a estatueta de melhor fotografia, e foi muito merecido. Todo o cenário é sensacional e construção das cenas é impecável.

8. Lendas da Vida
(The legend of Bagger Vance, 2000, 127 mim., drama. Dir.: Robert Redford. Com Matt Damon, Will Smith e Charlize Theron)
Sinopse - Rannulph Junnah (Matt Damon) tem tudo o que precisa para ser feliz: é o melhor golfista de Savannah, tem dinheiro, uma vida social invejável, e sua futura esposa, Adele Invergordon (Charlize Theron) é dona de uma beleza estoanteante e herdeira das mais ricas terras da região. Eis que Rannulph é convocado para a 1ª Guerra Mundial e sua vida despenca depois de então. Cheiro de traumas, sem autoestima e sem dinheiro, ele se entrega ao álcool e a um mundo de depressão e derrotas. Por uma ocasião do destino, Rannulph precisa voltar aos campos de golfe, mas já não tem habilidade, sequer força de vontade pra tanto. É onde entra o fantástico Bagger Vance (Will Smith), que se oferece para ajudar Junnah a recuperar seu verdadeiro balanço e habilidade no esporte.
O filme tinha tudo para ser comum: o roteiro é clichê, o final é bem óbvio e, apesar de muito boas, as atuações não chegam ao nível de sensacionais. Mas o diretor consegue dar um enfoque completamente diferente e transforma uma história simples, em marcante e genuína. Impossível não assistir a Lendas da Vida sem ganhar uma injeção extra de autoestima e de coragem, e sem derramar, meia lágrima, que seja, nas cenas finais!

9. Lilo e Stitch, o filme
(Lilo e Stitch, 2002, 85 min., animação. Dir.: Dean Deblois e Chris Sanders. Nas vozes de Daveigh Chase , Tia Carrere, Kevin McDonald e Chris Sanders)
Sinopse - Lilo (Daveigh Chase) é uma pequena garota havaiana de 5 anos, que ama a natureza e vive com sua irmã Nani (Tia Carrere). Lilo coleta lixo reciclável nas praias para, com o dinheiro recebido, comprar comida para peixes e nadar até o alto-mar para alimentá-los. Até que, num belo dia, ela encontra um "cachorro" perambulando na areia e decide adotá-lo. Este novo bichinho de estimação é Stitch (Chris Sanders), um ser alienígena que é um dos criminosos mais perigosos da galáxia. Stitch foi preso em um planeta distante pela polícia interplanetária, mas ao ser encaminhado para um planeta-prisão consegue escapar, caindo acidentalmente na Terra. Agora, para fugir da polícia que ainda o persegue, Stitch decide se fazer passar por um cachorro comum. Com o tempo, nasce uma relação de amizade e de amor entre eles fantástica, que precisará ser abalada quando Stitch tiver que voltar ao seu planeta de origem.
Pra começo de conversa, a Lilo é uma fofa! E é fã do Elvis, o que achei a coisa mais engraçadinha do mundo! O Stitch é uma praga que regenera, por amar demais a sua "dona". Muito embora o filme tenha sido bem aclamado pela crítica, recebeu vários comentários negativos por ser feito para crianças, mas trazendo uma personagem rebelde (Lilo) e outra (Stitch) com traços levemente maquiavélicos. Mas a malícia, na minha opinião, está nos olhos de quem a vê - pra quem é puro, tudo é puro! É EXTREMAMENTE infantil e traz, sim, vários pontos super educativos: a questão do amor a natureza e aos animais, a obediência, e a abolição de preconceitos de qualquer espécie. A Lilo é capaz de amar verdadeira e incondicionalmente "alguém" que é completamente diferente de tudo o que ela já viu na vida! Impossível não chorar quando ela precisa resgatar seu "cachorrinho". Genial e super diferente de todas as animações que já vi!


10. Doce novembro
(Sweet November, 2001, 119 min., romance. Dir.: Pat o´Connor. Com Keanu Reeves e Charlize Theron)
Sinopse - Nelson Moss (Keanu Reeves) é um atarefado executivo que só pensa em seu trabalho, vive em função dele e não faz a menor idéia do que é amar e é ser amado por alguém. Até que conhece Sara Deever (Charlize Theron - aqui, sim, no papel de protagonista), com uma personalidade extremamente passional - o total oposto dele - que acaba trazendo de volta o romantismo para sua vida. Ela o convence a passarem um mês juntos, para quem ambos possam consertar seus problemas emocionais e equilibrarem suas vidas. Eles vivem uma linda e intensa história de amor, no mais doce mês de novembro de ambos.
(Já deu pra ver que sou fã da Charlize!) Além do atrativo estético, já que os dois atores são lindos e estão fantásticos neste filme (a locação é a cidade de São Francisco, o que deixa tudo ainda mais visualmente perfeito!), tem uma triste história por trás de todo o romance: o tal do amor impossível, ou inadequado, ou "de hora errada". O final do filme é doloroso que só vendo, e foge do convencionalismo "vidas perfeitas, finais perfeitos" da quase totalidade das histórias românticas. Por outro lado, não deixa de ter o grande atrativo do gênero "água-com-açúcar": o amor que é lindo, incondicional, e suspirante enquanto dura.