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segunda-feira, 14 de junho de 2010

O meu desejo de amor...

(Atrasado! Porém algum dia fica tarde demais pra falar de amor???)

Semana passada, durante as compras de presentes de dia dos namorados (ou não necessariamente isso), encontrei um amigão meu, que estava escolhendo alguma coisa pra namorada. Pediu opinião, inclusive.
A segunda coisa que ele me perguntou foi se eu já tinha encontrado o príncipe dos meus textos, e o que eu estava comprando de presente pra ele.

Não tinha uma vez que eu escrevia sobre amor, sobre homens/ mulheres, sobre romance ideal e coisas desse tipo no meu blog, ou nos meus arquivos do computador, mesmo (nas datas especiais, como o próprio dia dos namorados, e mandava pra uma meia dúzia dos meus contatos de email) e ele não me respondia dizendo que tinha ficado com os olhos cheio d´água, e que também queria um amor daqueles.
Até nem pensei que homem pudesse ser assim sentimental...!

Ele comentou que sempre que via algum texto Lya Luft, Drummond, Vinícius, Neruda ou algo poético e água-com-açucar do tipo, falando sobre relacionamentos, ele sempre se lembrava de mim, e das minhas descrições do amor perfeito.
Disse que também sonhava com alguém que fosse gostar dele da forma mais profunda e sincera possível. Alguém que torcesse por ele, que brigasse com ele e lhe chamasse a atenção toda vez que ele fizesse besteira, ou que falasse coisa que não devia; uma pessoa que lesse os pensamentos dele, mas que torcesse pelo sucesso e pela prosperidade dele; alguém de quem ele sentisse falta, mesmo estando próximo; alguém com quem ele se preocupasse, e pudesse ter a certeza de que a preocupação era recíproca; alguém com quem ele pudesse contar, e também fazer planos a curto e longo prazo; alguém que fosse cúmplice, mesmo nas horas mais impróprias; alguém com quem ele quisesse absurdamente construir uma família; alguém de quem ele sentisse orgulho; alguém com quem ele dividisse vários segredos e por quem ele seria capaz de fazer quase que qualquer coisa; uma parceria de verdade, uma amiga, irmã nas horas vagas, filha, às vezes chefe, e sempre um amor por toda a vida..."e mais aquele monte de coisa daquela tua visão super doce de como os amores devem ser", comentou por fim.

Bom...
Falei que não tinha achado o amor dos meus contos e crônicas, ou que achava que tinha achado, mas que tinha sido um engano daqueles. Contei que a minha visão sobre o amor era, obviamente, cheia de alegorias - teatral ou hollywoodiana demais pra existir na vida real, mas que nos papéis, livros e filmes, ela cabia como luva. E por isso que saiam textos meus legaizinhos a respeito. "Ainda bem que existe o mundo fictício do entretenimento para nos fazer acreditar que esse amor eterno é palpável e lindo de morrer", e meio que finalizei a minha parte no assunto.

Depois, até EU percebi que tinha sido uma romântica rebelde demais pra data, ainda mais que, de fato, eu estava comprando um presente pro dia dos namorados. E ele, idem.

Ele encerrou dizendo, soando total como Shakespeare apaixonado, que a gente é o que a gente deseja. E que, da parte dele, ele tinha encontrado um amor daqueles que eu sempre sonhei pra mim e pros outros. Aquele dos meus textos! Claro que com uma dose bem extra de realidade e de imperfeição (e isso foi comentário dele!), mas que tinha achado, e que esse amor existia, sim!

Ainda não sei se existe o tal do "amor pra sempre" (até creio bastante que sim!), mas uma coisa ele falou e é verdade: a gente É e a gente REALIZA (e a última parte é adendo MEU!) o que a gente DESEJA!

Aquela lei do "é dando que se recebe", ou do "seu desejo é uma ordem!", sabem?

Com base nisso, hoje não vou escrever nada inédito sobre amores, nem vou colar nenhuma frase linda de ninguém. Vou apenas desejar amplamente, a quem quiser ler, tudo o que desejo pra mim mesma, e tudo o que o meu amigo me desejou, no que diz respeito a amor: que encontrem alguém a quem possam definir como um AMOR de verdade. E, se já encontraram, que o tratem como tal. Se não aconteceu ainda, que busquem incessantemente e não percam as esperanças, porque vale a pena. Um amor bem melado, bem cheio de clichê, bem passional, super colorido, completamente de história de filme, ou de best-seller...paciente, benigno, que não sente ciúme, muito menos dor...que é "eterno enquanto dura" e que dura pra sempre. Um amor desses de tirar o fôlego...!

O que aparecer menor que isso, pura banalidade!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Um pouco de Clarice

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto (...) das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
(...)
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR! "
(Clarice Lispector)
Texto lindo!
Se eu tivesse que escrever alguma coisa por hoje, teria sido Clarice por pelo menos uma noite.
Não, não peço desculpas! Nem por não ter tido imaginação maior. Menos ainda por não admitir que talvez tenha sido falta de alguma outra criação decente do meu cérebro. Ou de, pelo menos, qualquer criação do meu cérebro.
Mas com minhas próprias palavras, pelo menos agora, talvez não pudesse me descrever melhor .
Isso é muito EU.
E, ao mesmo tempo, é muito TODO MUNDO...
O "nós" e as "nossas contradições".
O "nós" e o que nos é "extremamente peculiar".
(Ou "extremamente comum", vai saber...)
Por hoje, então, é só isso.
E isso, no momento, É SIMPLESMENTE TUDO...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Drummond, Drummond...


NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

TER OU NÃO TER NAMORADO

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.

Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto.

Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.

Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos.

Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

ENLOU-CREÇA!

Carlos Drummond de Andrade


Entre maravilhas de Pessoa, Vinícius, Quintana e outras tantas coisas doces, escolhi essas duas do Drummond. E tem coisa mais atual do que esses dois textos românticos???
Nem me atrevo a escrever mais nada...

P.S.: Talvez amanhã também não me pinte nenhum atrevimento; Depois de amanhã, muito menos: imagino ter coisas mais úteis pra fazer em dia dos namorados, não?? hahahahahaha...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Semana dos namorados!

De vez em quando eu me inspiro e incorporo LEGAL uma Martha Medeiros, uma Lya Luft...e saio por aí digitando melodramas e reflexões comportamentais a torto e a direito!
(Aliás, quem não tem desses momentos, hein?)
Mas durante esta semana, acho que valem mesmo boas inspirações: ainda que seja apenas uma data, como outra qualquer, o dia dos namorados desperta mesmo esse desejo por amor, deixa todo um clima de romance no ar, lembra paixões e nos mostra que amar é gostoso, sim. Pelo menos, que ter um amor saudável é o que todo mundo quer.

Aproveitando a ocasião, dedico meus textinhos da semana aos vários tipos de amores. A tudo que eu, e todo mundo, pensamos quando estamos apaixonados...

Ai, ai...

O "primeiro da saga" é relativamente antigo, escrito há quase 2 anos, que achei vasculhando minhas coisas. Adaptei e atualizei algumas partes, porque ele surgiu num outro momento, que não o "semana dos namorados" (foi o momento "Lya Luft", mesmo!) ...
Enamorem-se!!!

"Quero um amor desses de filme. Das mais adocicadas comédias românticas.
Quero a minha metadinha, a tampinha da minha laranja, alguém que eu pense que é mesmo a minha alma-gêmea de uma vida inteira.
Quero procurar, procurar, procurar e não me fartar disso. E ficar mais apaixonada, o quanto mais durar minha busca. Mas que venha logo o encontro.
Enquanto o amor não vem, ou não se realiza, portanto, não custa sonhar.
Vou continuar de braços abertos pra receber alguém que vá me explicar o verdadeiro significado da felicidade;
pra quem vá me ensinar o que eu já sei e tudo que eu ainda nem faço idéia sobre relacionamentos;
pra alguém que deposite em mim um voto de confiança, e em quem eu confie, mesmo sabendo que não é a coisa mais certa a ser feita, mas só porque quem gosta e ama confia cegamente, mesmo;
pra alguém que vai amar minhas qualidades e relevar meus defeitos, mesmo constatando que eles possam ser um pouquinho maiores do que pareciam no início;
um cara que vai ter como principal passatempo tentar descobrir eternamente qual é a minha magia e o meu segredo;
alguém que, mais cedo ou mais tarde, vai descobrir que minha magia e meu segredo são apenas e simplesmente, o amor que eu sinto, ou que desejo sentir, como qualquer simples mortal;
alguém que saiba que a gente quebra todas as regras pra valer quando passa a gostar e se importar com alguém- e que isso é muito saudável;
alguém a quem eu vá supreender com alguma coisa absolutamente idiota, mas sempre com toda a verdade e todo o coração- e vai ser engraçado, no final das contas;
uma pessoa que vai entender as inconstâncias femininas, melhor do que ninguém, e vai acabar dando risada com essas crises estranhas;
alguém que vai saber que eu só xingo quem eu amo e com quem me importo, e que todo mundo é assim, na verdade;
alguém que vai saber que eu realmente sou sensível, que as mulheres são sensíveis;
um cara que também vai respeitar minha sensibilidade quadriplicada e minha vontade imensa de chorar durante o meu período pré- menstrual;
alguém que, abraçado comigo, vai me dizer: "eu preferia teu cabelo de antes..." porque falar coisinhas desagradáveis mesmo sabendo que o outro detesta faz parte de todo e qualquer relacionamento;
alguém (esse mesmo alguém que falou que meu cabelo já foi melhor, e que, não contente, arrematou dizendo que eu tô mais gordinha), pra quem eu vá olhar muito puta e indignada, comentando que eu poderia ter passado sem essa, daí eu vou brigar feio, porque o bom de briguinhas é sempre tentar uma reconciliação;
alguém que vai saber o quê e como fazer, da exata maneira que eu amo;
alguém a quem eu possa fazer rir e gozar, e que vai me responder a altura, porque prazer e diversão são essenciais em qualquer historinha de amor (e isso nem fui eu quem disse; é fisiológico- pode perguntar pra um médico o que que ativa a sensação de bem-estar no cérebro das pessoas);
alguém que saiba que fazer o que o coração manda e o que se tem vontade, e na hora que se tem vontade, é a melhor coisa do mundo (melhor ainda que a melhor coisa do mundo eleita por 99,9% dos homens, apesar de que, muito frequentemente, as duas coisas estão interligadas);
alguém que vai dizer, de verdade verdadeira, e de uma vez por todas, "eu te quero", "eu preciso de ti", e "eu não quero deixar de ficar contigo", que vai acabar evoluindo inevitavelmente pra um "eu te amo";
alguém que, antes de dormir e com a cabeça no travesseiro, vai fazer uma oração agradecendo a Deus por ter me encontrado;
um cara que vai merecer um tópico especial nas minhas rezas: "Senhor, até que enfim!";
alguém que vai jurar que me conhece muitíssimamente bem (e o pior é que vai conhecer mesmo!), mas mesmo assim vai se surpreender comigo quase todos os dias;
alguém que vai passar horas fazendo e recebendo carinhozinhos e chamegos, porque é gostoso e faz bem (assim como o sorvete da Kibon!!);
alguém que vai me dar o abraço mais abraço de todos os abraços que eu já abracei até hoje (e que dificilmente eu vá esquecer);
alguém de quem eu vá sentir orgulho;
alguém por quem meu olho vai brilhar de uma forma mais especial;
alguém que vai ter uma super empolgação de querer me ver sempre, de mal dar um tchauzinho e querer ver de novo, de deixar de ver e quase morrer do coração;
alguém que também vai me deixar empolgada como nunca, e com "paixonite crônica" incurável;
alguém que vá contribuir pra que essa minha "paixonite" nunca acabe, contrariando todos os dados da psicologia e da psiquiatria de que ela só dura, no máximo, um ano;
alguém que, mesmo não tendo super poderes de manutenção de "paixonite", vai me deixar nesse estado por 6 meses, 3 meses, 3 dias, ou o suficiente apenas pra me fazer feliz- o que já vai valer muita coisa!;
alguém que vá me ligar, não porque eu pedi, mas porque teve uma vontade súbita e inexplicável, quase todas as horas;
alguém que também vai me ligar porque eu pedi;
alguém pra quem eu também vá ligar só pra dizer que fiquei 1% mais bonita porque acabei de sair do salão , com a unha feita, e passei "Paris" essa semana;
alguém que vai pensar "e eu com isso??", mas que vai acabar concordando que eu realmente fiquei mais bonita porque passei "Paris" nas unhas;
alguém que eu não queira mandar embora;
alguém que me faça dar um beijo de tchau com muito custo;
alguém que vai fazer meu coração bater mais forte, e que vai quase explodir e infartar quando estiver comigo;
alguém que vai fazer comigo as duas coisas que todo mundo tem que fazer antes de morrer: escrever um livro e plantar uma árvore;
alguém que tope ir comigo a Paramaribo, ou a qualquer outro lugar, só pra ser um pouco mais feliz que o normal;
um cara com quem eu possa fazer planos a longuíssimo prazo, de construir várias coisas e mudar o mundo, mesmo que o namorico tenha prazo de validade super curto;
alguém que não vai querer cair na rotina comigo nunca, mas que se cair, vai achar legal porque vai ser comigo;
alguém a quem eu possa dizer: "tás certo mesmo", ou "acho que tás errado, mas vou te apoiar mesmo assim";
uma pessoa que saiba que tem horas pra ser alegre, tem horas pra ser triste, e que eu vou estar em todas elas porque é esse o verdadeiro significado da palavra "parceria";
alguém que vai se importar comigo se eu estiver sofrendo ou ansiosa, e de quem eu vá sentir uma preocupação bastante forte e natural, típica de pessoas que se gostam;
uma pessoa em quem eu possa dar uns esporrinhos e umas broncas de vez em quando;
uma pessoa que vai fazer o mesmo comigo;
alguém de quem eu sinta um ciuminho bobo e que vai também ficar cabreirinho quando me ver falando com outra pessoa;
alguém que queira mais ou menos as mesmas coisas que eu, lá no fundinho, e ache a maior graça no fato de eu ainda insistir em querer umas coisas muito bobas;
alguém com quem eu tenha uma afinidade tão grande, mas tão grande, mas tãaaaaao grande, que vai chegar à conclusão óbvia que me conhece de outros planetas, há quase 5 mil anos;
uma pessoa que, assim como eu, nunca vai acreditar que opostos se atraem, porque na prática os idênticos é que se amam...mas e se for oposto? "Fazer o que????";
alguém que deva ter uma dose extra de calma e paciência, porque relacionamentos requerem essas duas coisas ocasionalmente;
alguém pra me fazer colocar em prática uma receita culinária de grau de dificuldade "médio" do livro da Ofélia, que vai comer tudinho, não deixar nada no prato e dizer que amou;
alguém que, quando eu tentar pular pra receita de grau de dificuldade "só para gourmets", vai me surpreender com um super jantar no restaurante mais legal da cidade, com a alegação de que vai ser mais prático e bem mais romântico, só pra não ter que sofrer com a gororoba;
um cara que entenda que todos temos fragilidades, (aliás, muitas!);
alguém que faça tudo por mim, que comece qualquer coisa por mim, e que abandone qualquer coisa por mim;
um homem que tenha "peito" mesmo, só pra se desfazer de alguns "velhos moldes" e "velhas crenças", que mande tudo pro espaço, a meu favor;
alguém que tenha tempo e disponibilidade pra mim, sempre, mas que também saiba que cada um tem e deve ter seu espaço;
alguém que valoriza as pessoas e que me valoriza mais ainda;
uma pessoa que tenha essa mesma visão "colorida" dos amores, e que seja e esteja livre pra me amar mesmo;
alguém que faça cara de bobo e de feliz quando estiver na minha companhia;
um cara especial, e que me faça sentir especial;
Alguém que me mereça de verdade...
Alguém pra chamar de meu..."
Ai, Ai...Boas lembranças! Ótimos desejos!!
P.S.: Plágio e cópia sem sitação de fonte são crimes!! E eu sou má e processo todo mundo, já avisei!!!

sábado, 25 de abril de 2009

Amores e seus bandidos

Este texto genial que colo agora é de autoria da Anna O., do blog divã rosa-choque (que visito frequentemente e, inclusive, indico!). Impossível ler e não refletir sobre várias coisas...Compartilho com vocês:





"Love is a crime?


Num mundo onde somos obrigados a conter os sentimentos, a apelar para máscaras que funcionam como barreiras pra que a represa louca do mundo sensível não seja demonstrável, o amor parece um crime.
Apaixonar-se é um delito.
Com a configuração modernete dos relacionamentos casuais regida pelo slogan “pego mas não me apego”, apaixonar-se parece mais absurdo ainda. Tão absurdo que, quando acontece, evoca falas do tipo “mas como você deixou isso acontecer?” “você sabia que era algo passageiro!” como se emoções fossem tão controláveis assim.
Não, e não são.
Pior ainda é ser apontado como errado quando simplesmente a pessoa deixa de ser vista como objeto, pra ganhar um lugar especial nos seus pensamentos e coração (ooownnn!).
Um sentimento tão bom pode ser deturpado a ponto de tornar-se negativo?
Lógico que quando é recíproco, não há nada de criminoso no “apaixonar-se” pelos olhos alheios. O apaixonado não é concebido como um inconseqüente, ou como alguém que não soube separar as coisas. Mas quando somente uma pessoa cai em amores, ah, ela sim misturou as coisas, é maluca, caiu do berço e não tem noção do perigo!
Como não misturar? Se numa relação, num beijo, num pegar de mãos, no sexo, no que for... há a fusão de um ser com o outro.
E se foi bom, se houve uma sintonia, como não pensar nisso depois, sentir falta, alimentar uma certa expectativa?
Só se separa bem quando o encontro não tem alguns elementos inexplicáveis que transformam tudo em algo intraduzível numa frase ou num texto assim.
E aí, só quem se apaixona quem sabe, entende e sente.
Ah, crime é mentir pra si mesmo, isso sim.
Fingir-se de inatingível, inabalável, não-apaixonante ou não-apaixonável.
Crime é jogar sentimentos, sensações e oportunidades pra debaixo do tapete.
É arriscado admitir uma paixãozona, uma paixonite, um amor platônico ou até uma paixão inalcançável.
E justamente por isso, paixões são pra poucos."






Se amor é crime, não sei. Mas quase sempre me pergunto a respeito.
Amor de mãe, amor de filho, de amigo, até não digo. Só que encontrar alguém por quem o coração bata acelerado, que faz tremer as pernas, que deixa saudade quando não tá perto, que provoca sensações que palavra nenhuma consegue descrever...alguém cuja compahia pareça ser indispensável e insubstituível, a "alma gêmea" de uma vida inteira...Encontrar essa pessoa, sim, parece que tem virado o maior dos crimes, castigado com a pior das penas de reclusão. E reclusão, mesmo!
Quem se apaixona e quem ama parece que hoje está fadado ao abandono. Ao escárnio. Ou a qualquer coisa depreciativa do tipo.
Todo mundo quer ser feliz, estar com alguém especial, mas poucos são os que se permitem.
Estar apaixonado, hoje em dia, é coisa de gente idiota. Lutar por um amor é perda de tempo, e também coisa de gente idiota. Chorar por alguém é mais idiota ainda (e de certa forma, é, com certeza!). "Somo todos modernos, vivemos num mundo avançado, pra que se envolver?", realmente é o lema adotado pelas pessoas que acham que aproveitam a vida. Que acham que são felizes.
Verdadeiramente felizes são os que dão a cara pra bater. Os que, ainda que platonicamente ou de forma não correspondida, deixam-se guiar por emoções inexplicáveis, por sensações desmedidas. Pelo lado bom (sim, existe lado bom!) de nutrir um amor por alguém ou de viajar numa paixão que ninguém sabe de onde surgiu, mas que surgiu e só o tempo (talvez nem ele!) pode fazer sumir.
Amar é crime?
Por quê?
Só porque talvez a pessoa não o ame da mesma forma, ou não ame de forma nenhuma?
Só porque deixa escancarado a parte mais frágil e sensível de cada um de nós??
Só porque pode ser, ao mesmo tempo, tão mágico e tão profundamente doído???
Não, e não! Quem ama nunca é criminoso. Quem se apaixona nunca tem que pagar por se sentir "eternamente em transe" (ou não deveria pagar!) ...
Comete crime o que não se deixa amar, quem se considera inatingível, inapaixonável, forte, e no total controle das suas emoções e propósitos de vida. Criminoso é o que se julga "intocado", "desencantado", "desapegado", e "des" mais-um-monte-de-coisas. Esse, sim, é covarde. É o pior dos bandidos.
Não se permite experimentar, chorar, sorrir, viver e, quem sabe, ser muito feliz. Esse mente pra si mesmo, pra sua própria consciência e, no fundo, pro seu próprio coração. Acha que sabe o momento certo de investir e o mais certo ainda de pular fora ("melhor cortar agora, do que sofrer depois", "ok, já fui apaixonado, sim, mas hoje não sinto mais nada, essa paixão já passou, não te quero mais", é o que o covarde diz...) e acaba jogando pra "debaixo do tapete", mesmo, todas os sentimentos, sensações, oportunidades.
E sabe onde esse covarde acaba??? Muito certamente num relacionamento pra lá de falido, porque ele não se deixou ser muito mais do que apenas superficial...
É...
Analisando por esse lado, amores e paixões são para mínimos. Apenas para os premiados!
Não dá pra ter certeza se se merece esse "prêmio" todo, mas AINDA vale a pena jogar e pagar o preço...
De frieza e racionalidade, as que tem no mundo já nos bastam...