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sábado, 13 de novembro de 2010

Lista: 10 coisas diferentes pra se fazer em feriado!

Estamos nos aproximando de mais um feriado, e creio que sou uma das poucas que não curte tanto uma folga prolongada.

Não que eu não goste de feriados, explico melhor: quando se tem dinheiro sobrando, pra fazer uma viagem bacana, e tal, pouca coisa pode ser melhor; quando essa parte boa da história não existe, porém, o que resta é um dia chato, vazio, monótono, sem nada pra fazer...praticamente um domingo (e domingo não é o dia mais legal da semana, concordem comigo!).

Pensando nisso, que criei mais uma listinha: a de idéias de coisas legais pra serem feitas em feriado! E o melhor de tudo: soluções bastante econômicas, que exigem, praticamente, disposição e criatividade!
Segue a lista:

1. Reinvente o piquenique
Junte uma meia dúzia, faça ou compre guloseimas boas de "hora do café", e carregue tudo pra algum lugar bacana ao ar livre (que pode até ser o quintal da casa, mesmo!). Para as Amélias mais empolgadas, vale perder tempo com decoração, que fica uma graça!

2. Explore regiões desconhecidas do lugar onde você mora
Tem sempre algum lugar da nossa cidade, ou da vizinhança, que não conhecemos, ou que não temos o hábito de visitar. Num dia em que sobra tempo e faltam boas coisas pra se fazer, uma dessas pode virar lembrança de um passeio pra lá de inesquecível!

3. Doe roupas que você nunca mais vai usar
Faxina no armário às vezes é necessário! Além de desentulhar a casa, deixando a energia (e os bons hábitos da organização) fluir melhor, dá pra fazer a alegria pra alguém que realmente precisa! Pros mais pão-duros, dá pra juntar tudo e vender num brechó...

4. Volte ao passado, da forma mais saudável possível
Reveja fotos antigas, vídeos de família, álbuns de coisas importantes...Releia cartas, cartões, emails...Lembre de várias pessoas que nem existem mais, e de muitos dias que ficaram lá atrás, intocados. Aproveite todos os sentimentos que vierem com isso, que são deliciosos!

5. A velha e boa sessão de filme
Dia de ócio é bom pra começar a ver um seriado, pegando várias temporadas na locadora, pra assistir tudo de uma vez só...Ou trilogias. Ou uma série de alguns clássicos, de alguns diretores específicos...qualquer coisa que permita um dia inteiro de sofá, preguiça e pipoca!

6. Pratique algum esporte "mais diferente" um pouquinho
Nada melhor que um feriado pra apostar num esporte-lazer, desses que sempre queremos fazer, mas nunca temos tempo/ coragem/ dinheiro. Falo de uma aula de windsurf, de arvorismo, de trilhas, de rafting...pros mais corajosos, vôo duplo ou paraquedismo! Não é demais???

7. Aproveite para realizar os encontros há tempo prometidos
Não existe quem não deva uma visita pra alguém muito especial há dias...ou anos! Hora de pagar promessas e curtir um programa diferente com um amigo ou parente - sempre que arrumo uma dessas, eu me desmancho em risadas! É muito bom rever pessoas queridas!

8. Faça um 21
Não dá pra encontrar essas pessoas queridas por limitadores geográficos?? Pra essas coisas que existe o bendito telefone! Ligue pra quem mora longe, atualize as novidades e mate um pouco de saudade...Óbvio que pode ser internet, mas às vezes utilizar o bom e velho recurso da telefonia pode ser muito mais diferente e impessoal!

9. Exercite um hobbie novo, ou atualize um hobbie velho
Gama de possibilidades quase infinita: jardinagem, pintura, trabalho com madeira, artesanato, culinária, artes plásticas, e mil-e-uma-coisas. Dá pra ler um livro, no mínimo. Ou usar da artimanha pra benefício próprio, por exemplo (consertar alguma coisa que está estragada em casa há decênios!). Quem gosta de música pode aprender a tocar uma, ou compor alguma coisa nova. Quem gosta de escrever pode se inspirar de N maneiras. Quem gosta de cozinhar pode experimentar um prato novo. E por aí vai...sempre vai!

10. Registre esse dia
Uma vez, num feriado qualquer, eu e um amigo resolvemos fazer uma maratona fotográfica, quando estávamos no auge da nossa empolgação com as aulas de fotografia. Foi assim: escolhemos alguns temas, e cada um saiu pela cidade fotografando coisas que tivessem a ver com aquele tema. Como nós dois éramos nosso próprios jurados, ficou um pouco parcial demais escolher o autor das melhores fotos, mas o resultado foi que nos divertimos de sobra, e acabamos nosso dia entre risadas, fotos e papos de café.
Tudo bem que essa é uma idéia talvez um pouco excêntrica, e há quem não tenha ânimo pra perambular por aí batendo foto de feliz. Mas vale registrar o dia de outra forma, também: vídeos, fotos "normais", escrevendo num caderno ou num blog, gravando como nota de voz no celular...ótimas surpresas e lembranças sempre surgem quando entramos em contato com esse material tempos depois!


Agora que eu banquei a "repórter da Bons Fluidos" (pareceu materinha boba de revista como essa, é ou não é?), consegui pensar em outras trilhões de coisas que podemos inventar em dias paradinhos, então não admito que venham me dizer que não fizeram nada, ou que ficaram em casa dormindo o dia todo...
Pior: que separaram o dia pra colocar em dia o trabalho atrasado...
Aí é de matar, né?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lista: 10 coisas que nunca deveriam ter virado moda!

1. Mullets. Vulgo cabelo Chitãozinho e Xororó.
Grande pra cima, bem alto e cachopão, mesmo!
Famoso entre sertanejos, atores, cantores, galãs e pobres mortais. Homens e mulheres, todos usaram!
E não é que as pessoas tinham coragem de deixar o cabelo das crianças assim desse jeito, também????

2. Vestidos bufantes
...com babados em excesso, trocentos laços, ombro em formato de coração...a coisa mais cafona do mundo!

3. O movimento hippie
Sério: como alguém tinha coragem de se vestir assim? Sem contar que "ser hippie" não significava apenas usar roupas largadas, com motivos psicodélicos, estampas bizarras e completamente descombinadas entre si, cabelos despenteados, e tal; Assumir o comportamento "paz, drogas e muito amor" implicava em seguir uma vida natureba, desprovida de qualquer vaidade- ninguém se lavava, ninguém se penteava, ninguém se depilava...Além de brega, a era hippie foi, sem dúvida, a mais "porquinha" de toda a história da moda até hoje!
4. O cabelo loiro oxigenado-gema. De Carla Perez e congêneres.
Qualquer mulher do planeta já quis ser loira um dia. Quase todas foram. Antes, porém, de acertarem as madeixas num tom chique e elegante, de loiro de gente rica, 100% estragaram os fios (literalmente) com acombinação blonder-água oxigenada 30 volumes. O resultado foi esse tom de cabelo de 5a. categoria, que nunca combinou com tom de pele nenhum, e que- acredite! - causou frisson, POR LONGOS ANOS, em mulheres de 10 a 70 anos!!!

5. O guarda-roupa masculino dos anos 70
Nunca o homem se homossexualizou tanto! Calça justa, cintura alta, brilho (muito brilho!), boca de sino, camisa de cetim (argh!), blazer e camisa com gola por cima e uns 3 botões abertos mostando o peito (aaaaaaaaaaaaargh!)...Que coisa mais gay e cheia de frecura, esse vestuário "disco man"!

6. Roupas e acessórios flúo (fosforescente)
Esses dias aí pra trás (ano passado!), algum gênio teve a sábia idéia de ressuscitar essa moda. Ok! Com uma blusinha ou outra, um acessório só pra alegrar o visual, até que passa.
Mas teve uma época, não muito distante, que, QUANTO MAIS COLORIDO E FOSFORESCENTE, MELHOR! Desde a meia até a cor das unhas! E tudo junto!
Estranhíssimo!

7. Calça jeans bag de cintura alta
A mais vendida nas décadas de 80 e 90!!! Modelagem feia, nunca vi: justa na canela, fofona nos quadris, com cintura alta e bem marcada e bem larga nas pernas...Nem o corpo mais perfeito do planeta consegue se moldar a uma coisa dessas!

8. Bigode
Não sei quem foi que falou pros homens que bigode era bonito, e um dos ícones de masculinidade, virilidade e tal...
Se qualquer pessoa pegar um álbum de fotografia de uns 20 anos atrás, vai ver que todos os homens deixavam uma Floresta Amazônica crescer na cara, mas crescer MESMO...Não dava de ver sorriso, dente, lábio...nada!! Qual foi o primeiro galã inútil que criou essa moda, hein?
Bigode é uma coisa medonha: envelhece, não realça o rosto, deixa um aspecto meio sujo e...totalmente caipira!!! Nem o Brad Pitt escapou de ficar HORROROSO na versão bigodinho!

9. Calça de couro (E casaco de couro, e blusa de couro, e colete de couro...)
Incrível como uma mesma peça chegou pra várias tribos. Os roqueiros gostam de se vestir assim, e os countries (nessa contramão, cowboy usa couro!!!), os metidinhos a modernosos, as piriguetes, e agora até os darks e emos usam muito couro, e sempre preto!!!
Quanto mau gosto!
Pra homem, mesmo...fica super pit boy!!

10. Todos os exageros da década de 80
Estampas carnavalescas, abuso de cores, de volumes, de proporções...Mangas marcadas, ombreiras, acessórios imensos...Tanto pra homens, quanto pras mulheres, a década de 80 foi...sem comentários!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Lista: 10 filmes pra chorar muito!

Dizem que filme bom é aquele que te provoca emoções fortes e que te "insere", de certa forma, dentro da história.
Pra mim, particularmente falando, a definição de uma filme bom se resume a duas coisas: a capacidade que ele tem de não me fazer dormir nos primeiros 30 minutos e o tanto de lágrima que eu solto até que cheguem os créditos finais.
Com base nisso, fiz uma lista com os 10 filmes que mais me fizeram chorar desde que eu me conheço por gente.
Tudo bem que a vida de todo mundo já está cheia de sofrimentos, cada um com seu "inferninho" particular, mas é muito bom chorar. E se envolver, acima de tudo.
Por isso que estes valem muito a pena!
Cada um com um enredo bem diferenciado, merecem ser assistidos, ou reassistidos...até pra que se debatam outras coisas - subtemas, de extrema importância.
Confiram, que eu garanto!
Ah...Boa diversão e muito choro pra todo mundo!


1. O menino do pijama listrado
(The Boy in the Stripped Pyjamas, 2008, 94 min, drama. Dir.: Mark Herman. Com Asa Butterfield , Zac Mattoon O'Brien , Domonkos Németh e Vera Farmiga).
Sinopse - Alemanha, 2ª Guerra Mundial. É um filme sobre o Holocausto, mas não apenas. Retrata um lado nunca antes explorado em nenhuma outra obra que fala sobre guerras e tragédias. Bruno (Asa Butterfield), de 8 anos, é filho de um oficial nazista que assume um cargo em um campo de concentração. Por questões da eclosão da guerra, a família de Bruno tem que deixar Berlim e se deslocar a uma região afastada onde, além da falta do que fazer, a própria condição do conflito impossibilita um contato com o meio externo. Ao explorar o local quase "inexplorável", ele conhece Shmuel (Jack Scanlon), um garoto aproximadamente de sua idade que sempre está com um pijama listrado e do outro lado de uma cerca eletrificada. Bruno passa a visitá-lo frequentemente, e surge entre eles uma amizade surpreendente.
Não se tem, aqui, uma história clássica de guerra, com bandidos e mocinhos. Toda a "situação caótica " já é inusitadamente bem retratada, porque é vista pelos olhos de duas crianças (que, aliás, desenvolvem uma atuação sensacional de estréia! Os dois atores mirins estão fantásticos e impecáveis! Fiquei apaixonada por eles!). Então, ao mesmo tempo em que as cenas, e todo o enredo, causam sensação de ojeriza e de horror por tudo o que aconteceu nesse período, há uma ingenuidade e uma leveza por trás que dão o toque único pra este filme. É uma linda história de pureza, de inocência...e que não deixa de ser verossímil, no entanto. O final é tristeeeeee, que só vendo, e traz várias reflexões sérias e bem colocadas à mente. Sem dúvida, o que mais me emocionou nos últimos tempos!

2. À espera de um milagre
(The Green Mile, 1999, 188 min., Drama. Dir.: Frank Darabont. Com Tom Hanks, James Cromwell, Michael Clarke Duncan, Bonnie Hunt e David Morse)
Sinopse - A história é baseada no romance de Stephen King, que leva o mesmo do filme em inglês, e se passa em 1935. O cenário é o corredor da morte de uma prisão sulista americana. Paul Edgecomb (Tom Hanks) é o chefe de guarda da prisão, que tem John Coffey (Michael Clarke Duncan), acusado de estuprar e matar menininhas, como um de seus prisioneiros. Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso.
É um filme super longo (3 horas de duração), mas em momento algum a atenção é desviada para alguma outra coisa. Tinha tudo pra ser sombrio e pesado, já que se trata de prisão, crime, investigação (e por vezes o cenário é sempre o mesmo!) porém a história é contada com uma sutileza ímpar. Desperta uma coisa muito interessante em cada telespectador: a compaixão. Não tem como não se apaixonar pelo prisioneiro John Coffey e não torcer para que, por um milagre - e só por um milagre - ele escape da sentença de morte. Tom Hanks, como sempre, está fantástico! O fim do filme é divino, super tocante e, pelo conjunto da obra, vale a pena assistir a A espera de um milagre bem mais de uma vez! Na minha opinião, é peça de colecionador!

3. Em busca da Terra do nunca (Finding Neverland, 2004, 106 min., drama. Dir.: Marc Foster. Com Johnny Depp, Kate Winslet, Dustin Hoffman e Fredie Highman)Sinopse - J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que passa por uma péssima fase, já que seu último trabalho não teve boa aceitação por parte do público. Tentando superar as críticas, ele precisa de uma nova e fantástica inspiração, e a encontra ao fazer suas caminhadas pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), uma viúva com seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.
A história deste filme é baseada na verídica do autor do Peter Pan, e em como ele criou este clássico da literatura. Claro que, na versão dos cinemas, muito mais cheia de alegorias. Nem preciso dizer que Johnny Depp está perfeito, porque na minha opinião ele é o ator mais impecável para papéis "realidade X fantasia", "bizarrices teatrais", "personagens incomuns". O menino que faz o papel de Peter Pan (Highmore) é extremamente talentoso e rouba o filme em diversas cenas.
É um filme sensível, que fala sobre o poder da imaginação, da eternização do infantil, do amor e do cuidado. O final é sensacional de tão triste, e carinhosamente bem contado. Imperdível!

4. Marley e eu
(Marley and me, 2008, 120 min., comédia dramática. Dir.: David Frankel. Com Owen Wilson e Jennifer Aniston)
Sinopse - John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) casaram-se recentemente. Os dois escrevem para jornais concorrentes, trabalham pesado e enfrentam os desafios de uma nova vida a dois. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro para a esposa. John aceita a sugestão e adota Marley, um labrador amável de 5 kg, que logo se transforma enum grande caos de 45 kg. O cachorro, que é o protagonista do filme, é um verdadeiro estorvo, vira a vida deles de cabeça pra baixo, e chega até a criar conflitos sérios no casamento. Mas o filme acompanha a trajetória de Marley e a forma como ele muda a vida de toda uma família.
Histórias com bichos são sempre cativantes, e esta se supera. Não sei se porque esperava muito menos (só assisti pelos inúmeros comentários, pra não me sentir "tão por fora"), mas impossível não se envolver. Dá vontade de arrancar o Marley das telas e levar pra casa! Quem tem cachorro, chora até não poder mais! Depois fiquei pensando: que coisa mais cruel! Como é que alguém tem coragem de fazer um filme triste com cachorros??? Mas é lindo! E porque é triste é que se torna especial e verdadeiro! É uma história de amor e de apego, nada racional e nada convencional, mas lindíssima mesmo assim.

5 .Homem de honra
(Man of honor , 2000, 128 min., drama. Dir. : George Tillman Jr. Com Robert De Niro, Cuba Gooding Jr. e Charlize Theron)
Sinopse - No enredo, Carl Brashear (Cuba Gooding Jr.) representa um jovem negro, vindo de família humilde que sonha em se tornar mergulhador da Marinha americana. Para concretizar seu sonho, no entanto, Carl tem que enfrentar, além de seus próprios limites físicos, todo o preconceito que dominava a América em meados dos anos 40 - só se admitiam negros e mestiços em subempregos, ainda assim condições de trabalho precárias e quase escravas. Carl, então, precisa se submeter a isso para atingir seu principal objetivo e entrar para a escola oficial de mergulhadores. Lá cruza com o comandante Billy Sunday (Robert De Niro), um instrutor de mergulho severo e despótico que faz de tudo para frustrar as ambições de Carl. Mas a ousadia e a perseverança do jovem chamam a atenção de Sunday, e os dois desenvolvem uma amizade fantástica, que supera preconceitos, hierarquias e diferenças. Baseado numa história real, é um filme que deixa claro onde a determinação pode levar uma pessoa e retrata emocionantemente temas como admiração e respeito mútuo. Robert De Niro está magistral em sua atuação e desperta as sensações, ora de aspereza, ora de entusiasmo e incentivo, muitíssimo bem! É um filme que te faz pensar longe, em desafios, em mudanças. Em superar o cômodo e o normal. E, sinceramente, não existem sonhos impossíveis - essa que é a mais pura verdade.

6. Menina de Ouro
(Million Dollar Baby, 2004, 137 min., drama. Dir.: Clint Eastwood. Com Clint Eastwood, Hilary Swank e Morgan Freeman)
Sinopse - Frankie Dunn (Clint Eastwood) era boxeador e, mais tarde, tornou-se agenciador dos melhores atletas da categoria. Como profissional dos ringues, ele é bem sucedido e reconhecido, mas sua vida pessoal definha aos poucos. A filha de Frankie se afastou da vida dele, ele não tem família, e no seu círculo de relacionamentos só restou Scrap (Morgan Freeman), seu único amigo. É quando surge Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), uma jovem garçonete, pobre e caipira, e pede para ser treinada. Frankie se recusa a treiná-la, por não achar que mulheres possam ser hábeis o suficiente pra se tornarem boxeadoras campeãs, e por considerá-la velha demais pra uma carreira esportiva. Apesar da negativa de Frankie, Maggie decide treinar diariamente, e recebe todo o apoio de Scrap. A partir daí nasce um relacionamento paternal fantástico entre ela e o seu treinador, num enredo que mostra o que a superação e o incentivo podem fazer na vida de qualquer pessoa.
Sem questionamentos, o melhor filme dirigido por Eastwood. A atuação dele também é sensacional. Toda a história é narrada pela personagem de Morgan Freeman, que tem talento peculiar pra dar o nível necessário de leveza pra qualquer obra dramática. Hilary Swank, que passou 5 meses se preparando fisicamente só pra encarar esse papel, merecia ter ganhado o Oscar como melhor atriz. O roteiro é cuidadosamente bem desencadeado, e flui com ritmo. O filme, dentre outras coisas extremamente interessantes, homenageia as mulheres e o entusiasmo descomunal que existe em cada uma delas. Traz ainda, de forma tocante, várias temáticas como religiosidade e fragilidades, enfocando que cada um é realmente responsável pelo seu próprio destino.

7. Lendas da Paixão
(Legends of the fall, 1994, 125 min., drama. Dir.: Edward Zwick. Com Brad Pitt, Anthony Hopkins e Julia Ormond)
Sinopse - Três irmãos, três destinos. Alfred (Aidan Quinn) - o reservado, o caçula Samuel (Henry Thomas) - o protegido, e o do meio, Tristan (Brad Pitt) - o aventureiro deles. Ao trazer de volta para o rancho do pai (Anthony Hopkins) uma bela jovem (Julia Ormond), Samuel inicia um conflito de paixões que pode terminar em tragédia para sua família.
É um filme romântico M-E-S-M-O, abordando temas como paixão, amor, perdão, reconciliação!!! Na minha opinião, uma das melhores atuações de Brad Pitt (Na verdade, a que me despertou a característica dele de excelente ator, e não apenas a de galã de Hollywood). O filme levou a estatueta de melhor fotografia, e foi muito merecido. Todo o cenário é sensacional e construção das cenas é impecável.

8. Lendas da Vida
(The legend of Bagger Vance, 2000, 127 mim., drama. Dir.: Robert Redford. Com Matt Damon, Will Smith e Charlize Theron)
Sinopse - Rannulph Junnah (Matt Damon) tem tudo o que precisa para ser feliz: é o melhor golfista de Savannah, tem dinheiro, uma vida social invejável, e sua futura esposa, Adele Invergordon (Charlize Theron) é dona de uma beleza estoanteante e herdeira das mais ricas terras da região. Eis que Rannulph é convocado para a 1ª Guerra Mundial e sua vida despenca depois de então. Cheiro de traumas, sem autoestima e sem dinheiro, ele se entrega ao álcool e a um mundo de depressão e derrotas. Por uma ocasião do destino, Rannulph precisa voltar aos campos de golfe, mas já não tem habilidade, sequer força de vontade pra tanto. É onde entra o fantástico Bagger Vance (Will Smith), que se oferece para ajudar Junnah a recuperar seu verdadeiro balanço e habilidade no esporte.
O filme tinha tudo para ser comum: o roteiro é clichê, o final é bem óbvio e, apesar de muito boas, as atuações não chegam ao nível de sensacionais. Mas o diretor consegue dar um enfoque completamente diferente e transforma uma história simples, em marcante e genuína. Impossível não assistir a Lendas da Vida sem ganhar uma injeção extra de autoestima e de coragem, e sem derramar, meia lágrima, que seja, nas cenas finais!

9. Lilo e Stitch, o filme
(Lilo e Stitch, 2002, 85 min., animação. Dir.: Dean Deblois e Chris Sanders. Nas vozes de Daveigh Chase , Tia Carrere, Kevin McDonald e Chris Sanders)
Sinopse - Lilo (Daveigh Chase) é uma pequena garota havaiana de 5 anos, que ama a natureza e vive com sua irmã Nani (Tia Carrere). Lilo coleta lixo reciclável nas praias para, com o dinheiro recebido, comprar comida para peixes e nadar até o alto-mar para alimentá-los. Até que, num belo dia, ela encontra um "cachorro" perambulando na areia e decide adotá-lo. Este novo bichinho de estimação é Stitch (Chris Sanders), um ser alienígena que é um dos criminosos mais perigosos da galáxia. Stitch foi preso em um planeta distante pela polícia interplanetária, mas ao ser encaminhado para um planeta-prisão consegue escapar, caindo acidentalmente na Terra. Agora, para fugir da polícia que ainda o persegue, Stitch decide se fazer passar por um cachorro comum. Com o tempo, nasce uma relação de amizade e de amor entre eles fantástica, que precisará ser abalada quando Stitch tiver que voltar ao seu planeta de origem.
Pra começo de conversa, a Lilo é uma fofa! E é fã do Elvis, o que achei a coisa mais engraçadinha do mundo! O Stitch é uma praga que regenera, por amar demais a sua "dona". Muito embora o filme tenha sido bem aclamado pela crítica, recebeu vários comentários negativos por ser feito para crianças, mas trazendo uma personagem rebelde (Lilo) e outra (Stitch) com traços levemente maquiavélicos. Mas a malícia, na minha opinião, está nos olhos de quem a vê - pra quem é puro, tudo é puro! É EXTREMAMENTE infantil e traz, sim, vários pontos super educativos: a questão do amor a natureza e aos animais, a obediência, e a abolição de preconceitos de qualquer espécie. A Lilo é capaz de amar verdadeira e incondicionalmente "alguém" que é completamente diferente de tudo o que ela já viu na vida! Impossível não chorar quando ela precisa resgatar seu "cachorrinho". Genial e super diferente de todas as animações que já vi!


10. Doce novembro
(Sweet November, 2001, 119 min., romance. Dir.: Pat o´Connor. Com Keanu Reeves e Charlize Theron)
Sinopse - Nelson Moss (Keanu Reeves) é um atarefado executivo que só pensa em seu trabalho, vive em função dele e não faz a menor idéia do que é amar e é ser amado por alguém. Até que conhece Sara Deever (Charlize Theron - aqui, sim, no papel de protagonista), com uma personalidade extremamente passional - o total oposto dele - que acaba trazendo de volta o romantismo para sua vida. Ela o convence a passarem um mês juntos, para quem ambos possam consertar seus problemas emocionais e equilibrarem suas vidas. Eles vivem uma linda e intensa história de amor, no mais doce mês de novembro de ambos.
(Já deu pra ver que sou fã da Charlize!) Além do atrativo estético, já que os dois atores são lindos e estão fantásticos neste filme (a locação é a cidade de São Francisco, o que deixa tudo ainda mais visualmente perfeito!), tem uma triste história por trás de todo o romance: o tal do amor impossível, ou inadequado, ou "de hora errada". O final do filme é doloroso que só vendo, e foge do convencionalismo "vidas perfeitas, finais perfeitos" da quase totalidade das histórias românticas. Por outro lado, não deixa de ter o grande atrativo do gênero "água-com-açúcar": o amor que é lindo, incondicional, e suspirante enquanto dura.